sal e sol

Enquanto Olívia Dorme

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E finalmente eu percebi que enquanto Olívia dorme eu posso fazer várias coisas.

Madeleines, cookies, barrinhas e sorvetes artesanais home and hand made com amor, em breve!

Instagram:
@enquantooliviadorme

Encomendas:
enquantooliviadorme(arroba)gmail.com

Raviolone d’Oro (ou Lua Oliver 30 minutos)

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Tenho feito tudo o que me dá na telha e tudo que estava na lista de pendências. Isso incluiu tirar o RG do bebê, buscar meu diploma da pós graduação concluída há uns 3 anos, cortar o cabelo que estava abandonado desde que a pequena nasceu e, até mesmo, fazer Raviolone d’Oro.

Pois é minha gente, pirei que queria fazer o bendito e fui lá e fiz. Certo que no dia mais corrido da semana, então tive que abrir a massa, fazer o recheio, pensar e executar o que fazer com as sobras (que viraram caneloni), colocar a cozinha em ordem e almoçar, tudo isso em 30 minutos. Só tenho uma coisa a dizer: Cola na minha Jamie Oliver, dúvido que você faça tudo isso em 30 minutos no seu programa de TV e ainda cuide da criança, do almoço dela e de impedir que ela enfie a mão no pote da ração do cachorro ou o dedo na tomada. Sem dúvida as fotos ficam sempre em segundo ou terceiro plano, mas apesar dos pesares posso lhes dizer que ficou muito bom!

Raviolone d’Oro puxado na manteiga de biquinho (4 pessoas)

Para a massa verde:
280 gr de farinha de trigo
120 gr de semolina
2 col. de sopa de espinafre em pó
4 ovos
15 ml de azeite
1 pitada de sal

Recheio
1 ricota pequena
2 col. (sopa) de creme de ricota
Um punhado de espinafre cozido, espremido e picado fininho
Raspas da casca de um limão siciliano
Sal e pimenta do reino
4 gemas que só devem ser separadas na hora da montagem e cozimento dos raviolones

Para a manteiga
1 col. (de sopa) de manteiga com sal
2 col. (de sopa) de bacon em cubos
1 col. (de sopa) de pimenta biquinho finamente picada

Preparo
Faça um montinho com a farinha, a semolina e sal e forme um buraco no meio. Quebre os ovos nesse buraco, junte o azeite e mistura com um garfo incorporando a farinha das laterais. A medida que a farinha vai sendo incorporada comece a trabalhar com as mãos até obter uma massa uniforme. Sove por uns 10 minutos. Forme uma bola e cubra com plástico filme. Deixe descansar por uma hora.

Enquanto isso misture todos os ingredientes do recheio exceto as gemas, reserve.

Abra a massa com a ajuda de um rolo ou de uma máquina até chegar a espessura desejada. Distribua o recheio em 4 partes em uma folha de massa, deixando espaço entre eles para poder fechar os raviolones.
Faça uma depressão com o dedo no recheio para poderu acomodar delicadamente a gema. Coloque uma gema sobre cada recheio, cubra cuidadosamente com outra folha de massa, e pressione para selar as laterais. Para ajudar a selar pode-se usar clara de ovo ou um borrifo leve de água.

Cozinhe os raviolones em água fervendo e salgada por 5-6 minutos cuidando para não cozinhar a gema.

Ao mesmo tempo, doure o bacon na manteiga, adicione a pimenta biquinho para finalizar.

Sirva os raviolones imediatamente após sairem da água com a manteiga de pimenta biquinho e fatias de pão italiano.

Meio cafona, meio gateau

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Será que só eu acho meio cafona pedir petit gateau de sobremesa em restaurante? É quase como pedir um creme de papaya com licor de cassis…
Sei não, acho meio anos 90. Meio novela da Globo, meio cafona mesmo, mas deu uma vontade louca de devorar um desses e dei um google. Pra minha felicidade veio Claude Troigros antes de qualquer coisa. Dizem que o Google vai ficando inteligente quanto mais você usa, estou começando a achar que é verdade.

A receita do marravilhoso chef de cuisine é a seguinte:

Petit Gateau

para 4 pessoas

Ingredientes:
150g chocolate em barra meio amargo
125g manteiga
3 ovos
3 gemas
125g açúcar de confeiteiro
100g farinha de trigo peneirada

Modo de preparo:
Derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria. Em outro recipiente, bata os ovos, as gemas e o açúcar até formar uma massa cremosa. Misture o chocolate derretido. Acrescente a farinha de trigo bem devagar, peneirando por cima. Coloque em formas pequenas untadas com manteiga e farinha. Asse em forno pré-aquecido por 8 minutos a 200ºC.

Sirva ainda quente, nas forminhas, ou desenforme e acompanhe com sorvete de creme.

Fiz, deu certo, comi, e achei que era demais para mim! Acho que vou passar mais uns 10 anos sem comer um desses de novo.

O que a gente não faz por amor…

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Fiz. Bolo integral, sem açúcar pra gatinha. Gostamos todos, vai virar hit aqui em casa.

Ingredientes:
200 ml de suco de laranja
6 maças pequenas, descascadas e cortadas em cubinhos
1/2 xíc. (chá) de uvas passas branca sem caroço
1/2 xíc. (chá) de uvas passas sem caroço batidas no liquidificador
1/2 xíc. (chá) de tâmaras picadinhas
100 gr. de manteiga
2 col. (chá) bem rasinhas canela em pó
1 e 1/2 xíc. (chá) de farinha de trigo integral
1 xíc. (chá) de aveia em flocos finos
2 col sopa de fermento em pó

Modo de fazer

1 – Bata a maça com o suco de laranja até conseguir um purê. Reserve.

2 – Hidrate as tâmaras picadas com o suco concentrado de maçã e laranja, as passas, a manteiga e a canela. Leve ao fogo baixo até a manteiga derreter. Tire do fogo e deixe esfriar.

3 – Pré aqueça o forno a 180 graus.

4 – Junte a farinha de trigo integral, a aveia e o fermento. Acrescente aos poucos a mistura de frutas já fria, mexendo com uma colher de pau até formar uma massa homogênea, sem precisar mexer demais. Não use batedeira.

5 – Despeje a massa numa forma untada e enfarinhada. Cubra com papel alumínio. Leve ao forno médio por cerca de 40 a 50 minutos. Não deixe passar muito disso, pois o bolo pode ficar duro e seco. Ele deve ficar levemente úmido.

We ♥ pasta

Ando com obsessão por macarrão.
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Promessas, livros e mais livros

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Por mais que eu diga para mim mesma que vou postar mais no blog, no fim das contas simplesmente esqueço diante das aventuras cotidianas de mãe de um bebê bagunceiro e engatinhante que ocupa todos os espaços da casa e do meu coração. O tempo que me sobra livre na única soneca do dia e, que por sorte minha é no horário pré almoço, me serve para inventar alguma coisa maluca para almoçarmos ou correr contra o tempo fazendo algo diferente. Não muito raro Olívia acorda bem antes do previsto quando ainda estou com as claras em neve ou com o frango na marinada. Catástrofe!!! Seria, se não tivesse marido que trabalha em casa e me permite terminar a tarefa iniciada mesmo que eu ainda me sinta com a corda no pescoço. É como se Olívia fosse o Gordon Ramsay no Hell Kitchen! Enfim, confusões a parte, por incrível que parece tenho conseguido fazer uma coisinha aqui outra ali. Mas das coisas que tenho feito e tenho gostado mais do que meu próprio bolso é aumentar minha coleção de livros de culinária e algumas das aquisições dos últimos meses foram bem especiais.
Consegui o esgotado Alho e Safiras, de Ruth Reichel, através do inesgotável estante virtual, e estou adorando tanto quanto os seus dois anteriores A Parte Mais Tenra e o Conforte-me Com Maças. Li o lindíssimo e, sem dúvida, dos mais amados Papel Manteiga, da Cristiane Lisbôa. Estou no meio do caminho do Escola de Sabores, de Erica Bauermeister. Sigo em parcelas lentas e fumegantes a leitura do Não é Sopa, da adorável Nina Horta. Para os fazeres e panelas me sinto afortunada com os dois lindos Tender e Ripe, do amado Nigel Slater. A Pequena Cozinha em Paris, de Rachel Khoo que faz a minha cozinha parecer gigante e a coragem para fazer clássicos franceses, revisitados e descontraídos, com uma frequência nunca antes imaginada. Já o belíssimo Quando Katie Cozinha, da Katie Quinn Davies enche os olhos e o estômago com uma das produções editoriais-fotográficas mais lindas que possuo. Ainda posso acrescentar a lista O Le Pain Quotidien, com receitas da famosa padaria cuja geléia de ruibarbo ainda me faz ter suspiros pensando nas poucas vezes que estive por lá. Já o Cozinha Medicinal, Dale Pincock a pegada é outra, mas não menos interessante, ousada e deliciosa, seu risotto de beterraba com queijo de cabra é capa do livro e é sensacional, aprovado por paladares jovens e sem papas na língua como da minha pequena Olívia.
Com a ajuda da minha nova consultora de livros e companheira de jornada de amante da boa comida e das letras, Danusa Penna, da Livraria da Vila, da Vila Madalena, e dona do blog Jeanne Moreau Já Sabia, ainda adquiri o belo e muitíssimo útil para mulheres econômicas e deseperadas para fazerem uma meia dúzia de tomates colhidos a mão e dados de presente ainda com cheirinho de horta durarem mais tempo na nossa companhia, Salgado, Doce, Defumado, de Diane Henry, para desmistificar o mundo mágico das conservas e curas. Pra fechar com chave de ouro e gostinho de molho de tomate da mamma, da nonna, da fillllhhha, Fundamentos da Cozinha Clássica Italiana, da fofíssima Marcella Hazan, que é indispensável e deveria constar na estante de livros de cada um que se aventure nas panelas e tomates e cebolas e afins. Doeu na consciência recapitular e quando estava finalmente terminando meu pai chegou com mais uma surpresa agradável. O livro Les Carnets de Monbento que compila receitas clássicas francesas, suas histórias, ilustrações lindas e uma proposta nova para o que consideramos intocável como la alta gastronomia: colocar tudo em marmitas. Ui. Certo que são marmitas lindas, mas ainda assim são o estilo “to go” para saladas, pratos principais e até sobremesas como le foie gras, la soupe à l’oignon, la salade niçoise, la gratin dauphinois, le coq au vin, le pot-au-feu, la bouillabaisse, la tarte tatin, la poire Belle Hélène, le cannelé de Bordeaux entre tantos outros.

O livro é uma gracinha e a marmita um luxo. Estou apaixonada e pensando em encaixotar comida só por diversão. As receitas são de Frédéric Coursol. E como eles mesmo definem não se trata de um livro de receitas e sim um “culinary trendbook”.

Dias de borscht

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Muitas beterrabas chegando em casa da Fazenda Sta. Adelaide e pouca imaginação. Cansada das beterrabas ao forno com balsâmico do Jamie Oliver, de beterrabas raladas na salada, de suco de laranja com beterraba, pouca disposição para bolo de chocolate e a dita cuja. Esfriou um grau e lá vem sopa na minha cabeça sempre em pânico com o que será o jantar já que Bebê não tira mais soneca a tarde. Fiz almoço e jantar antes das 7h30 da manhã enquanto a pequena e o marido faziam preguiça na cama. Escondidinho para o almoço e a sopa mais linda de todas para acalmar os ânimos com as pernas pra cima no sofá.

Borscht
(daqui)

Ingredientes
8 beterrabas
2 colheres (sopa) de manteiga
2 cebolas
2 cenouras
2 colheres (chá) de açúcar
5 xíc. (chá) de caldo de carne (se for usar cubos, dissolva apenas 2)
2 col. (sopa) de suco de limão tahiti
1 xíc. (chá) de creme de leite fresco
sal e pimenta-do-reino

Modo de Preparo
1. Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média). Embrulhe as beterrabas em papel-alumínio, como se fosse um envelope. Coloque numa assadeira e cozinhe no forno por 1 hora. Quando estiverem macias retire do forno e deixe esfriar.

2. Feito isso rale as cenouras, as cebolas e as beterrabas separadamente. Reserve.

3. Em uma panela grande refogue a cenoura e a cebola na manteiga, por uns 10 minutos em fogo baixo.

4. Junte a beterraba e o açúcar. Acrescente o caldo de carne e deixe levantar fervura.

5. Baixe o fogo e deixe cozinhar por 20 minutos aproximadamente. Desligue o fogo e deixe esfriar.

6. Bata tudo no liqüidificador, acrescente o suco de limão de acerte os temperos.

Sirva quente ou fria, com creme de leite misturado na hora.

Madeleines de limão, framboesas e curd

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My Little Paris Kitchen, apresentado por Rachel Khoo, é o tipo de programa que faz a gente sentir invejinha, mas ajuda a sermos mais cuidadosos e sossegados na cozinha. Ando sem tv em casa, de forma que tenho assistido de forma não regular a vídeos dos meu programas preferidos no youtube, só pra matar as saudades da Khoo, da Nigela, do Nigel Slater, do Chuck Hughes e por ai vai. O programa da Rachel é sempre realmente especial. E nesse episódio eu realmente fiquei muito tentada a trocar minha hora e meia de soneca da Olívia, destinada a fazer o almoço, por fazer madeleines e um lindo curd de limão, afinal é véspera do dia dos namorados, né?!
Obrigada Rachel Khoo pela linda receita, programa, livro e por curtir a minha foto no instagram, puff, quase morri!

Receita em breve quando eu terminar de traduzir.

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Curd de limão, finalmente

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Fazia tempo que ensaiava fazer o meu primeiro curd de limão imaginando que marido gostasse de tortinha com esse recheio. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir, quando finalmente decidida a fazê-lo, que marido não gosta muito de torta de limão. Hunf…
Inventei outra coisa que pudesse realizar tendo pois o prazer de cozinhar um creme com cor de ouro e sabor inebriante. Topei sem querer com um vídeo da doce Rachel Khoo no qual ela fazia lindas madeleines de limão e framboesa, recheadas com o curd.
As madeleines foram receita de Khoo, mas o curd devo a autoria ao A Cozinha Coletiva, blog que amo.

Posso dizer que estou rica com dois potes de ouro, ops! curd, na minha geladeira.

Curd de Limão

Ingredientes
Raspas de 2 limões sicilianos
1 xíc. suco de limão (usei siciliano e tahiti)
1 xíc. açúcar refinado
2 ovos
2 gemas
120 gr manteiga sem sal
1 col. (chá) de extrato de baunilha

Preparo
Leve ao fogo as raspinhas da casca de limão, o suco e o açúcar, em fogo baixo, até levantar fervura. Nesse meio tempo bata de leve os ovos e as gemas em um bowl. Reserve.
Quando a mistura de limão e açúcar ferver desligue o fogo e derrame aos pouco um pouco dela na tigela dos ovos, mexendo sem parar com um batedor de arame/fouet. Devolva tudo para a panela e cozinhe em fogo baixo, mexendo constantemente até o creme engrossar e ganhar uma linda cor amarelo ouro. Desligue o fogo e deixe esfriar por uns 10 minutos, mexendo de vez em quando para não formar película.
Passado esse tempo adicione a manteiga aos poucos até ela se incorporar completamente, então adicione mais um pouco. Adicione a baunilha e seu curd estará pronto.

Guardei em dois frascos de vidro na geladeira para fazer, além do recheio das madeleines de hoje, uma torta de limão que marido não vai ter como não gostar.

Papel manteiga para embrulhar segredos

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“Passei com quase louvor pelo primeiro ano de estudos e “aprenderes”. Posso ferver água com perfeição, quebrar ovos usando apenas a mão esquerda, e debulhar feijão verde a tempo de mantê-lo fresco, macio como manteiga.”

(Cristiane Lisbôa, Papel Manteiga para Embrulhar Segredos)

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