Sweet Sexta: Bolo de Rolo

por Sal e Sol

Meu primeiro Bolo de Rolo

Nem quero me estender muito nos comentários sobre o valor cultural do Bolo de Rolo, Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Pernambuco, mas hoje tomei coragem e resolvi fazer o meu primeiro. Essa é uma iguaria da minha terrinha que raramente encontro em São Paulo, sem o sabor de sola de sapato.

Camadas quase perfeitas. Quase!

Uma coisa eu posso dizer é: é trabalhoso, mas cortar a primeira fatia e ver que as camadas quase se sobrepuseram perfeitamente me deixa muito feliz!! Cheirinho de Nordeste pela casa toda.

A receita tá lá no site da Fundaj! Ou aqui:

“RECEITA DO BOLO-DE-ROLO

Ingredientes:

250g de açúcar / 250g de manteiga / 5 ovos / 250g de farinha de trigo / ½ lata de goiabada, derretida em um pouco d’água.

Modo de preparar:

Bata bem o açúcar e a manteiga, junte as gemas, uma a uma. Depois junte as claras em neve. Acrescente o trigo peneirado e misture delicadamente.

Divida a massa em sete assadeiras rasas, untadas com manteiga e trigo. Asse uma de cada vez, em forno pré-aquecido, por pouco tempo.

Retire a massa das assadeiras, colocando-a em toalha polvilhada com açúcar.

Recheie com a goiabada derretida e enrole rapidamente. Repita o mesmo processo até a última camada.

Algumas dicas:

  • a massa deve ser assada em camadas finas e ficar pouco tempo no forno para não ressecar e quebrar na hora de montar o bolo;
  • a goiabada precisa ser derretida com água fria até ficar cremosa e espalhada em camadas finas e uniformes;
  • para servir deve-se cortar o bolo em fatias finas;
  • pode ser servido acompanhado de fatias de queijo do reino.”

 

“Considerado como uma das especialidades típicas da cozinha pernambucana, assim como o famoso bolo Souza Leão (também reconhecido como patrimônio cultural e imaterial de Pernambuco, em 2008), o bolo-de-rolo derivou-se do bolo português conhecido como colchão de noiva, que era recheado com amêndoas. No Brasil, o colchão de noiva foi se transformando e sofrendo adaptações devido à falta de ingredientes das receitas originais na região Nordeste.” (Maria do Carmo Andrade, Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco)