♡ Das coisas que eu amo: escrever e não escrever

por Sal e Sol

O mais precioso caderno que tive em toda a minha vida. Veio de NY, presente do noivo que sabe que eu tenho loucura por páginas em branco.

Estou instagramando porque ganhei um iPhone de presente e resolvi que agora fotografo tudo. Delícia né?! Uma câmera multiuso que dá para ouvir música, guardar notas, calendário, falar pelo skype, facebook e afins, dá até pra levar ela pra correr e ela grava cada quilometrinho percorrido, calorias incineradas, velocidade e pans, além de telefonar! OMG eu estava na pré-história e nem sabia.

Agora uma pausa para explicar os motivos pelos quais esse blog está assim, devagar quase parando. O fim de 2011 foi daqueles! Com reviravoltas automobilísticas na rod. Régis Bittencourt e eu “meio que” não cozinhei nunca mais. A corrida continua, sã e salva, graças a determinação da dupla trio (porque o Nico também está junto) que faça chuva ou faça sol levanta às seis da matina pra correr no Villa Lobos. Nisso eu progredi. Em dezembro conseguia correr apenas míseros 12 minutos, agora já estou na casa dos 30 e com uma 5k agendada para março. Iupi!!! Ah, não posso esquecer de postar sobre o livro “The Marathon Chef” que chegou, mas ainda não foi usado. =/

Ontem, estava conversando com o noivo sobre para o que eu nasci. Pois é, tem gente que nasceu para arquiteto, outros para fotógrafo, alguns para engenheiro, advogado, músico, médico, policial, capitão de cruzeiro, goleiro de futebol, chef de cozinha, golfista, enfermeiro, protetor dos animais, santo, padroeiro, padeiro ou confeiteiro… E eu, ora bolas? Pra que diabos eu sirvo? Hãn? Hãn? Hãn?

Tenho trabalhado com a fotografia, gosto de editar, ver livros lindos (somente os lindos) e pensar sobre isso. Mas…

Amo cozinhar, pesquisar sobre o assunto, provar, comer, comer, comer principalmente comer. Mas não tenho o espírito para trabalhar em uma cozinha como Anthony Bourdain teve por tanto tempo. Taí, eu bem que gostaria de apresentar o Sem Reservas no lugar do Tony, mas…

Fiquei pensando sobre isso e continuo escrevendo meu livro-ultra-mega-super-secreto que ninguém irá ler intitulado “Longa Distância” sobre meu infinito percusso até os 42,195 km que irei correr na minha primeira-maratona-deus-sabe-quando (ou nem ele mesmo sabe!)

Fiquei pensando sobre Murakami e a forma como ele começou a correr e a escrever. Fiquei pensando nas palavras, nos livros, nos cadernos, e na coleção que tenho deles. Fiquei pensando que eu gosto de escrever e poderia ficar escrevendo pra sempre sobre coisas. Não sei que coisas, mas escrever é algo que não me aborrece, que posso fazer em um lugar qualquer, contanto que eu tenha um mínimo de concentração e disposição. É algo que posso fazer em casa, lugar mais incrível do mundo. Algo que posso fazer sem depender de ninguém, nem de grandes tecnologias. Algo que eu acho que poderia fazer bem. Mas, sobre o que?

Fiquei pensando na minha coleção de cadernos, tive muitos, inumeros nesses quase 27 anos. A maioria guardei por tanto tempo sem usar. Dizia pra mim mesma que não usava por pena. Oi?! pena do caderno? Pois é, gostava tanto deles que ficava pensando que escrever qualquer bobagem seria um péssimo uso, além de não gostar muito da minha letra e pensar que depois não leria… ou por uma infinidade de outros motivos.

Foram cadernos e mais cadernos, além da coleção de papéis de carta que se perdeu com o tempo, ou foi trocada por algo ou talvez vendida por centavos (provavelmente cruzeiros). Os cadernos continuam em branco, esperando algum tema extraordinário ou simplesmente ordinário que me motive a escrever. Vou seguir pensando sobre isso e aquilo e talvez escrevendo. ♡♡♡

p.s. E esse foi mais um post confuso que começa falando de uma coisa e termina falando de outra. Bela escritora eu sou, não?!

Meus cadernos em branco