No quesito corrida, 10

por Sal e Sol

Os 10 K na USP, com Felipe, Nico e subida da Biologia

O bom de começar algo novo é isso, todo dia tem uma novidade, uma conquista. 6 meses e meio de corrida e um marco importante do tipo que faz você se considerar um corredor mesmo, acontece. A rotina de corrida ou a corrida na rotina está tão enraizada que nem considero mais não correr, e foi assim entre treinos curtos, médios e longos que nos aproximamos dos 10 k algumas vezes nesses meses. Depois da corrida de 8km do Circuito W Run eu só pensava em chegar aos 10 e descansar um pouco do aumento de distância e trabalhar mais a velocidade. Como iremos correr uma corrida de montanha em Campos do Jordão esse fim de semana (Felipe 9k e eu 4k pois sou medrosa de trilha) resolvemos puxar o treino um pouco mais para tentar alcançar o segundo grande marco nas corridas (considerando começar a correr um marco e tanto para mim). Resolvemos fazer isso na USP, incluindo, além do treino longo de 10k, uma histórica subida na Biologia. Que eu confesso não ter a mínima ideia do que seria. Na minha imaginação era uma rampa grande, ampla, tomada por corredores velozes que fazem você se sentir uma lesma, mas não. A subida da Biologia é uma imensa ladeira arborizada, vazia (ou quase isso) e desafiadora. Subi, firme, forte e bem disposta sem deixar de correr nem um segundo (graças a deus e ao personal coach Felipe que brigaria comigo se eu desse uma de mulherzinha depois de tanto insistir para ir correr lá). Depois do esforço desesperado da subida, vem a recompensa, uma descida em alto estilo para recuperar o fôlego, a energia e a alegria de acordar as 6 da matina 4 vezes por semana para suar a camisa e deixar as canelas doendo. Essa corrida de sábado foi prazerosa e generosa, pois sem sofrimento chegamos, – eu, o Felipe e, claro, o Nico – aos primeiros dez do resto das nossas vidas com a Biologia entre o começo e o fim. Mas vocês acham que eu sosseguei com o feito? rááá… Na-na-ni-na-não

A corrida deixa a gente cara de pau, e agora eu não penso apenas em aumentar a velocidade, mas penso também em correr a São Silvestre no dia 31 de dezembro de 2012. Eu tenho certeza que nesse dia eu ganharei a chave da cidade mais caótica, detestável e apaixonante que existe. Eu sei o quanto irei odiá-la na subida da Brigadeiro Luis Antônio e quanto amor terei para dar quando minha medalha estiver pendurada no pescoço.

O melhor é que eu tinha apenas três anos e me lembro da São Silvestre noturna…

Correr é isso, um vício e uma caixinha de surpresas um dia você quer 5, no outro 10, e rapidinho começa a querer 15. Sou corrida-dependente e todo mundo sabe disso. Bom 10k pra você também, ah e parabéns para o Solonei que arrasou na Maratona de São Paulo hoje de manhã e me fez ter certeza do quanto quero correr Sampa inteira e mais um pouquinho.