A Pequena Padaria 2: Brioche ou Nem sei o nome desse post

por Sal e Sol

O brioche

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Lições que só um brioche te dá. I love brioche. Brioche. Oi?

Ou tudo o que não se deve fazer com algo tão delicado. Poderiam facilmente ser o título desse post como verão a seguir.

Eu não tenho limite mesmo. Já sabia que tem algumas coisas que só devem ser feitas em batedeiras. Tipo, batedeiras boas, fortes, resistentes. Mas, segui em frente com uma colher de pau e um bowl de alumínio. Ah, e coragem também.

Chá com leite, geléia de jabuticaba e um fatia do meu tão sonhado pão

Queria comer brioche, queria de todo jeito, ou era brioche ou nada. O que eu fiz? Brioche.

Tinha visto meu muso Michael Roux em um vídeo ensinando sua clássica e infalível receita para esse pão extremamente amanteigado e delicado que só de pensar engordo uns 2 quilos. Eu não tenho preconceito com os métodos de aprendizagem e lá fui eu para o youtube, onde aprendi, também, a fazer tricô.

Achei a receita transcrita, somei, mutipliquei, subtrai e finalmente dividi ao meio pois sem o Felipe para ajudar no consumo diário ter montanhas de brioche em casa não parecia uma boa idéia, deu tanto trabalho perder 5 quilos…

Para simplificar a seguir : os ingredientes do meu velhinho divididos ao meio e um vídeo muito instrutivo para qualquer um com cara de pau, ops colher de pau tentar fazer seu próprio brioche em casa.

Brioche do Michael Roux

  • 35 ml de leite morno
  • 7,5 g de fermento fresco
  • 250g de farinha de trigo
  • 7,5 g de sal fino
  • 3 ovos
  • 175 gr de manteiga ligeiramente amolecida cortada em cubos
  • 15 g de açúcar refinado
  • Eggwash (ovo batido a mão com um pouco de água para pincelar)

Segui fielmente as instruções do vídeo, claro que não consegui bater a mão por 10 minutos em velocidade média pois meus dedos estavam ficando em carne viva e meu ombro doía como o de um tenista lesionado. Também não tinha forma de brioche o que me obrigou a fazê-lo em uma panela de ferro (oi??!!). E também tive um surto de ansiedade, não esperei o bonitinho esfriar um pouco antes de tirá-lo da “forma”, quebrando-o ao meio. Juntei os dois pedaços um em cima do outro e deixei esfriar. Ai, sai para jantar com duas amigas, tomei 1 garrafa de vinho, cheguei em casa 3 horas depois do meu horário habitual de dormir e esqueci o brioche que estava esfriando em cima da bancada da cozinha, ao relento seco da cidade de São Paulo. Tipo 30% de umidade relativa do ar que secam um tapete em 5 horas, são brutais para um brioche delicado, amanteigado, nascido com um destino quase trágico.

Acordei hoje, olhei para o Brioche Mais Descabelado do Mundo, arranquei um naco e fiquei feliz com o resultado. Era Brioche! Brioche mesmo, do tipo que eu gosto. Ou quase isso. Tá vendo?! Já posso tentar fazer Ciabatta! Seja o que deus quiser…