Então, Itália

por Sal e Sol

Minha paixão por Paris e culinária francesa me fizeram pensar por muito tempo que sempre que tivesse tempo, dinheiro e ocasião para atravessar o oceano, iria para a terrinha do crème brulée. O tempo passa, as coisas mudam, a gente casa (casa mesmo!) e pensa onde gostaria de passar a lua de mel. Assim meio que por acaso e por destino fomos parar na Puglia, terra de Giuseppe Gerundino dono da escola de culinária onde me formei em gastronomia há alguns meses atrás.

Estávamos sem muita certeza de onde iríamos para aquela de deve ser a mais memorável das nossas viagens como um casal. Foram tantos destinos pesquisados e descartados que nem acreditei quando chegamos a um acordo com a palavra Puglia escrita no Google Images! Esse sempre foi meu método para descobrir como são as coisas “de verdade”, experimente colocar Maldivas no Google, depois São Paulo, depois Tóquio. Fizemos isso com a Puglia e a pesquisa de imagens que nos veio era bem animadora: Mapas,  mar azul turquesa, cidades históricas, campos de oliveiras centenárias, vinhedos maravilhosos e comida, das boas.

Depois de trocar alguns emails com Giuseppe especialista na terrinha, comprar um guia do Sul da Itália e fazer reserva em dois hoteis com uma parada estratégia em Milão antes de tudo, fomos felizes, casados, ansiosos para a viagem mais linda e mais encantadora que eu (falo por mim!) poderia fazer.

A Puglia é o “saltinho” da “Bota” chamada Itália, terra dos molhos de tomate e tomates mais incríveis, azeite extraordinário, pessoas sorridentes e comilonas, além de muita mussarela de búfala, burrata, pimentões, abobrinhas, vinhos brancos, vinhos tintos, peixes, frutos do mar e uma lista inesgotável de gostosuras que me fazem sonhar que estou comendo por lá uma semana depois de ter retornado a Sampa.

Duas semanas na terra do azeite Italiano foram o suficiente para eu desconfiar que comi pelo menos 1,5kg de azeitonas no período e que poderia comer muito mais se outras deliciosas distrações não aparecessem no prato. Além da perna inteira de presunto cru que agora faz parte da minha constituição abdominal.

Visitamos Locorotondo, Alberobelo, Fasano, Ostuni, Cisternino, Otranto, Sta Maria de Leuca, Polignano al Mare, Gallipoli, Galatina e ainda demos um pulo na Basilicata para conhecer Matera e ficarmos de queixo caído. Mar Adriático de um lado, Ionio do outro, não poderia ter sido mais incrível.

As cidades são lindas, cada uma com o seu jeitinho. A comida sempre boa e simples me acompanhará para a vida toda. Os deliciosos Taralli (biscoitinhos de farinha de trigo, vinho branco e azeite) já entraram na lista das coisas que comerei para sempre e já até os fiz para amigos queridos que passaram aqui em casa para bebericar dos vinhos que trouxemos na mala.

Enfim, Itália!