Tempo bom

por Sal e Sol

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Faz tempo que não escrevo por aqui e tenho, de certa forma, motivos para isso. Há 5 meses casei, viajei, engravidei, enjoei e reformei. Por isso, as panelas e labaredas do meu fogão estão distantes, mas não esquecidas. Os últimos meses foram, de fato, uma loucura. Até a 14a semana de gravidez eu era enjoo puro, o que significa não ter a mínima condição psicológica de cozinhar nem mesmo um misto quente.

Depois as coisas foram melhorando, mas a birra com alguns alimentos permanece e só de pensar em burrata ou caponata meu estômago ainda revira. Outras coisas que não conseguia pensar como fazer pão, por exemplo, já começam a dar saudade. O cheirinho de bolo no forno, biscoito assando, uma torta de carne ou até um ovinho mexido são e serão uma alegria de cozinhar quando voltarmos para casa. Pois é, estamos temporariamente instalados na casa dos pais do marido, mas agora falta pouquinho para a gente voltar. O que aconteceu é que além de grávida estava com um vazamento na cabeça do vizinho, logo a reforma tinha que ser feita agora ou agora. Não tínhamos mais como adiar. E desceram a marreta lá em casa e nós nos mudamos de mala, cachorro e sem cúia para a casa dos sogros. Por aqui está tudo bem, só a saudade de casa e da cozinha que é grande demais.

Da gestação posso afirmar que depois que os enjôos passam e a disposição para viver volta você se torna uma grávida feliz. Eu pelo menos sou. Pensando nas coisas que tenho que fazer agora, nas que terei que fazer depois e nas muitas que terei que esperar para fazer de novo, mas nada disso me desanima ou apavora. Na verdade acho que nem terei tempo para pensar nas coisas que não estou conseguindo fazer, a não ser que isso signifique roupas de bebê acumulando, ausência de almoço ou jantar na mesa e pelo menos dois banhos diários. O resto faz parte e passa e depois todas sentem saudade, o que me faz pensar que não pode ser tão “trágico” como essas mães competitivas e “sofredoras” dizem por ai.

Enquanto isso me divirto com chutes e socos diários estimulados por comida ou quem sabe uma polka da família Strauss. Vai entender, né?! Passar um hidratante na “pança” e ver ela mexer como um pão fermentando é uma coisa realmente fascinante. Minha ciabatta já tinha mais de 500 gr no último ultrassom de 23 semanas e estava animadíssima com o dedão do pé enfiado no olho. Olívia querida o que o destino te reserva com essa elasticidade? Definitivamente isso ela não puxou de mim, agora com a barriga crescendo o chão parece cada vez mais longe. Alongar é apenas um jeito carinhoso de chamar algo que não conseguirei fazer no próximo mês. E olha que minha barriga nem cresceu tanto assim, por isso eu a nomeio barriga tímida!

Voltando ao assunto das panelas, prometo, de verdade, que quando voltar para casa esse blog terá posts novamente: sweet sexta, padaria, coisas da singer e das agulhas e muito mais até que Olívia nasça e me tire de circulação mais uma vez.

Prometo!