O retorno e uma torta de frutas azuis

por Sal e Sol

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Ok, ok. Eu achei que minha volta para casa depois de 1 mês e 20 dias fora para a reforma seria um pouco mais triunfal. Confesso que na minha imaginação eu conseguiria arrumar tudo (ou quase tudo) em seu devido lugar. Deixar a casa limpinha e perfumada e poder me deliciar em banhos bem iluminados, sem ter que puxar água com o rodinho e, também, sem o peso na consciência de não estar vazando na cabeça do meu vizinho.

No fim foi quase tudo assim. Os banheiros estão lindos de morrer. Muito mais lindos do que eu imaginei. Crédito para a amiga querida e arquiteta Mari. Os banhos são maravilhosos, não preciso mais do rodo, não tenho peso na consciência, consigo até escrever uma monografia no banheiro de tão bem iluminado que está. Mas, para não ser tudo tão perfeito, alguns detalhes não sairam como esperado. Primeiro, minha fiel escudeira Mag não poderá mais me ajudar na limpeza da casa que ela fazia uma vez por semana, e agora com a chegada da Olívia essa é uma preocupação que vem tirando o meu sono, pois não gosto de gente dentro de casa, sobretudo se não confio plenamente. Por isso mesmo, ter uma babá para me “ajudar” não é algo que eu cogite, mesmo se tivesse dinheiro para isso. Vou precisar de alguém uma vez por semana, e precisarei ainda essa semana pois com meus quilos a mais e ansiedade louca de voltar para casa estropiei a coluna e quase não consigo nem andar. Pelo que estou sentindo é o nervo. O nervo ciático desgraçado que resolveu dar um chilique na semana que mais esperei desde o dia que começamos a pensar seriamente em reformar.

Foi assim, de supetão. Limpei o que podia e o que não podia e nem quinze minutos depois recebi a conta que estou pagando a quase uma semana. Muita dor na “coluna/perna” e a impossibilidade de fazer coisas que me exijam ficar muito tempo em pé, como cozinhar; ou sentada, como costurar; mas deitada também dói, o que significa dizer que dormir também não tem sido muito fácil.

Legal né?! Pelo menos os banheiros são um sonho e não vejo a hora de poder dar banho na pequena, isso se a minha ciática permitir.

Mas não posso mentir que não cozinhei. Fiz uma torta de frutas azuis para um jantar de amigos queridos e um franguinho de forno marinado no limão siciliano.

Como dizem por ai eu não estou gestante e sim gestonta e pude comprovar isso fazendo tentando fazer a divisão da receita da massa paté sucré de cabeça. E olhe que nem eraa grandes e complicadas divisões, era só dividir em dois e ainda assim esqueci de dividir o sal e meus amigos queridos e marido amado comeram torta de frutas silvestres doce com massa salgada. Nem comento…

Torta de Frutas Azuis ou Vermelhas, se você quiser

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Pâte Sucrée – do livro Le Cordon Bleu – Todas as Técnicas Culinárias

Essa massa é muito gostosa e pode ser usada em diversas preparações. A massa esfarelada é muito simples de fazer. A Pâte Brisée (salgada) ou Pâte Sucrée (doce) usam a mesma técnica de confecção, acrescentando o açúcar para a preparações doces.

  • 200 gr de farinha de trigo peneirada
  • 1 col. (chá) de sal
  • 1 col. (sopa) de açúcar
  • 100 gr de manteiga sem sal, em cubos,  gelada
  • 1 ovo
  • Cerca de 2 colheres (chá) de água (se necessário

Peneire a farinha em uma vasilha funda, misture o sal e o açúcar. Desmanche a manteiga com os dedos e misture raspando-a com a farinha entre as mãos. Vá misturando até ficar uniforme e esfarelado. Balance a vasilha para garantir que toda a manteiga seja incorporada e abra um buraco no meio. Bata ligeiramente o ovo à parte e despeje no meio.

Trabalhe a mistura com um misturados de massa/espátula, adicionando água se necessário, cerca de uma colher por vez, até a massa começar a ligar. Junte a massa com a mão, ponha numa superfície plana e faça uma bola. Não trabalhe demais a massa para não endurecê-la.

Guarde-a enrolada em plástico filme na geladeira por pelo menos 30 minutos antes de usar.

Para forrar a forma, não estique demais a massa para não encolher. Abra-a com um rolo de massa 5 cm maior que a forma, enrole-a no rolo e transfira cuidadosamente para a forma. Ajuste nas laterais. Passe o rolo de madeira em cima da forma para cortar a massa excedente. Faça furos no fundo da massa com um garfo.

Coloque um papel manteiga por cima e feijões crus em cima para levar ao forno pré-aquecido a 180 graus, por 15 a 20 minutos. Quando a massa tiver endurecido e a borda dourar, tire o papel e os feijões e asse mais 5 minutos. Tire do forno e deixe esfriar.

Creme Pâtissière (375 gr aproximadamente) – do livro Receitas Com Ovos, de Michel Roux

  • 3 gemas
  • 62,5 gr de açúcar
  • 20 gr de farinha de trigo
  • 250 ml de leite
  • 1/2 fava de baunilha cortada ao meio no sentido do comprimento
  • açúcar de confeiteiro ou manteiga

Em uma tigela, junte as gemas com um terço do açúcar e bata até atingir o ponto de fita leve. Acrescente a farinha e bata bem.

Em uma panela, coloque o leite, o restante do açúcar e a fava de baunilha, e leve ao fogo. Quando levantar fervura, junte à mistura de ovos aos pouco para não fazer ovos mexidos (temperagem dos ovos) batendo sem parar. Incorpore bem e leve a panela de volta ao fogo médio.

Espere ferver , batendo sem parar com um batedor. Quando começar a borbulhar, deixe ferver por mais 2 minutos; a seguir, despeje em uma tigela.

Polvilhe a superfície do creme com açúcar de confeiteiro ou com pequenos pedaços de manteiga para impedir a formação de uma película sobre o creme. Depois de frio, o creme pode ser mantido na geladeira por até três dias. Retire a fava antes de usar.

Cobertura

  • Blueberries, amoras, framboesas, morangos e açúcar de confeiteiro para polvilhar (que eu não tinha e o ciático não me deixou ir comprar)

Montagem

Com a massa em temperatura ambiente e o creme de confeiteiro frio inicie a montagem. Misture um pouco o creme antes de espalhar sobre a massa. Coloque as frutas por cima e polvilhe açúcar de confeiteiro. Sirva fria! Parece trabalhoso, mas não é!