sal e sol

Categoria: La Dolce Vita

Enquanto Olívia Dorme

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E finalmente eu percebi que enquanto Olívia dorme eu posso fazer várias coisas.

Madeleines, cookies, barrinhas e sorvetes artesanais home and hand made com amor, em breve!

Instagram:
@enquantooliviadorme

Encomendas:
enquantooliviadorme(arroba)gmail.com

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Madeleines de limão, framboesas e curd

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My Little Paris Kitchen, apresentado por Rachel Khoo, é o tipo de programa que faz a gente sentir invejinha, mas ajuda a sermos mais cuidadosos e sossegados na cozinha. Ando sem tv em casa, de forma que tenho assistido de forma não regular a vídeos dos meu programas preferidos no youtube, só pra matar as saudades da Khoo, da Nigela, do Nigel Slater, do Chuck Hughes e por ai vai. O programa da Rachel é sempre realmente especial. E nesse episódio eu realmente fiquei muito tentada a trocar minha hora e meia de soneca da Olívia, destinada a fazer o almoço, por fazer madeleines e um lindo curd de limão, afinal é véspera do dia dos namorados, né?!
Obrigada Rachel Khoo pela linda receita, programa, livro e por curtir a minha foto no instagram, puff, quase morri!

Receita em breve quando eu terminar de traduzir.

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Papel manteiga para embrulhar segredos

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“Passei com quase louvor pelo primeiro ano de estudos e “aprenderes”. Posso ferver água com perfeição, quebrar ovos usando apenas a mão esquerda, e debulhar feijão verde a tempo de mantê-lo fresco, macio como manteiga.”

(Cristiane Lisbôa, Papel Manteiga para Embrulhar Segredos)

Caramelo, doce até para pronunciar

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Que prazer engraçado eu tenho em ver puro açúcar refinado se transformar em doce caramelo num piscar de olhos atentos.

Bolo de Maça, Aveia e Canela, e o valor da insistência

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Desde que Olívia nasceu ando meio desorientada na cozinha, também não é pra menos, a pequena chora e o coração de mãe aqui vai logo ver o que está se passando. Claro que tenho aprendido a fazê-la esperar, o que me dá tempo de observar e tentar adivinhar o que ela realmente quer. Fome, fralda suja, desconforto, sono ou vontade de colo são as causas mais frequentes não necessariamente nessa ordem. De fato, passado o primeiro mês tudo se clareia, como disse minha amiga Dani. Os primeiros e extenuantes primeiros dias fazem qualquer marinheiro de primeira viagem pensar apenas em naufrágio e nada mais, mas mantendo a calma e tentando olhar a situação de fora é perceptível que cada dia é mais fácil do que o anterior. Claro que tem dias de cólica mais forte, ou irritaçãozinha, ou puro cansaço de um fim de semana mais agitado. Depois desses 53 dias ao lado da pequena você começa a perceber que pode contribuir para melhorar as coisas sendo sistemático. Tendo horário para as atividades e sendo um pouco chata às vezes. Desde que instituímos o horário do banho noturno e a saída proibida do quarto até a pequena dormir, garanto que minha rotina se transformou. Olívia tem dormido a noite inteira há uma semana. Isso quer dizer das 20h30 às 6h00, temos jantado juntos e consigo descansar mais, o que me dá ânimo para cuidar mais da casa, de mim (150 abdominais diárias que preciso para colocar um músculo solto no lugar) e ter forças para cozinhar.
Insistimos na hora do sono e funcionou. Insistimos na permanência dela no bebê conforto e tem funcionado. E tenho certeza de que preciso insistir mais no sling pois sei que é bom pra mim e pra ela, pois ficamos juntas inclusive, se não principalmente, cozinhando.
Dona Olívia já fez pão, Costelinha BBQ, Pancakes a la Martha Stewart e hoje seu primeiro bolo.

Quando perguntarem para ela quando ela começou na cozinha pode responder que foi quando tinha 15 dias!

#vaiolivia

A receita é fácil de doer e é daqui.

Eu senti…

… ciúme da chupeta.

Sorbet de manga e minha implicância com sorvetes

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Eu sempre repeti para mim mesma que não gostava de sorvete e sim picolé de fruta. Na minha inocência não tinha ideia da bobagem que estava proferindo. Para mim sorvete era Kibon e tinha gosto de massa (tipo algo não identificado com os seguintes “ingredientes”, que em sua maioria não constam na minha despensa: xarope de glicose, gordura vegetal, soro de leite, aromatizantes, corantes naturais urucum, curcuma, espessantes, goma guar, goma jataí, carragena, estabilizantes monoestearato de glicerina, polisorbato 80).
Enfim, isso é um sorvete de creme se adicionarmos água, açúcar, leite em pó desnatado, gordura vegetal e manteiga, de acordo com a lógica de produção industrial. Talvez por morar em um cidade quente e gostar tanto de praia o picolé de fruta com base de água e fruta, claro, parecia sempre mais saboroso.
Mas tinha uma pequenina pedra no caminho, um sorvete de abacate de uma sorveteria antiga de Recife, que me fazia complementar a frase, eu não gosto de sorvete, mas o de abacate da Fri Sabor eu gosto. Fri Sabor é uma sorveteria tradicional que anda fazendo sorvetes artesanais com frutas de “verdade” desde 1957 e que só de lembrar já consigo sentir o gostinho das vezes que passei por lá.
Nessa minha mesma infância um tio abriu uma sorveteria que ficava pertinho da casa do meu pai. Lembro com um pouquinho de tensão até hoje das vezes que eu e minha vó Cleci, diabética, íamos lá com a desculpa de me levar para tomar sorvete, quando na verdade era só uma forma dela mesma poder tomar “só uma bolinha que não faria mal”. Eu ficava pensando: e se descobrissem? E eu que já não era muito chegada a sorvete, mas não queria fazer uma desfeita com ela tomava uma bolinha porque também não me faria mal.
Depois disso lembro que abriu uma sorveteria dessas tipo pese e pague com um milhão de toppings para incrementar o gelado pertinho da minha casa. Jujubas, farofas, caldas, brigadeiros e até bolo eram considerados acompanhamentos para os sorvetes e de vez em quando eu passava por lá com o meu pai e enchia um copinho feito de casquinha waffle com sorvete de goiaba (agora sei que era sorbet), sorvete de amendoim e muitas jujubas sem cobertura de açúcar, o que resultava em uma combinação bizarra mas com sabores individuais que me agradavam. Ah, lembro também de uma calda, que hoje eu acharia horrorosa, com, certeza, que diziam ser de morango com um tom de rosa radioativo que eu com o meu super paladar infantil era capaz de colocar em tudo, até no pão francês para adoçar a vida, mas eu também gostava dela por causa da embalagem com uma tampa que simulava o efeito da calda derramando sobre o sorvete. E teve a época de vacas bem magrinhas e casa sempre cheia de gente quando ao invés de comprar sorvete kibon optávamos por um vendedor ambulante em um chevette velho com uma caixa de som em cima que vendia seus sorvetes de produção particular pelas ruas de Olinda e cujo sabor, seja de chocolate, morango ou baunilha, era sempre de hipoglós e custava um terço do preço e devia ter um terço das frutas e de qualidade de todos os ingredientes.
O que não posso deixar de citar é que da casquinha eu sempre gostei e me vi comendo o que sobrava do cones da minha irmã e fico indignada, hoje em dia, porque o marido nunca quer casquinha no sorvete e sempre copinho de plástico que não dá pra comer. E assim foi a minha vida sem glamour algum em torno dos gelados e até bem pouco tempo atrás ainda recusava häagen-dasz e limitava o meu consumo ao gelato italiano de Paraty e ao sorbet servido no restaurante Amadeus. Enfim, a vida da muitas voltas e numa dessas fui para na Itália em lua-de-mel e kboom o gelato italiano de café arrebentou o meu coração de uma forma que as portas nunca mais se fecharam.
Foi assim que de fininho comprei um máquina de sorvete e comecei timidamente nessa aventura, digo timidamente porque quando a máquina chegou meu diagnóstico de diabetes gestacional já tinha se instalado. E agora quando compro o tão desejado livro do David Lebovitz, The Perfect Scoop, fui orientada a não consumir leite e derivados por causa das cólicas da pequena Olívia. O livro chegou, o balde de fazer sorvete está no freezer e o que eu mais queria era poder fazer um Sea Salt Caramel Ice Cream e não posso. Traduzindo, vou ter que esperar para fazer sorvetes, mas sempre tem outros caminhos nessa vida de gelados comestíveis.
Sim, gelados comestíveis um nome esquisito que designa sorvetes e seus parentes pela lei brasileira [Código Sanitário do Estado de São Paulo – decr. nº 12342 – NTA 75 – Gelados Comestíveis.] São basicamente 4 ou 5, com variações e tem características que tornam eles diferentes entre si.
Sorvete, Sobert, Sherbet, Granitas, Frozen Yogurt que em um resumão são classificados assim:
Frozen tem como base o iogurte como o nome já diz.
Sorvete por sua vez, pode ser descrito sob dois pensamentos o estilo francês e o Philadelphia Style. O primeiro tem creme anglaise como base e também gemas. O segundo leva apenas lácteos, açúcar e saborizador (frutas principalmente), mas não leva ovos em sua composição.
Sorbet não leva lácteos e tem a fruta como ingrediente base.
Sherbet leva lácteos em sua composição mais em uma proporção menor do que a do sorvete.

E assim, separei com post its receitas para agora (sem leite) e outras para depois e a manga em cima da mesa gritou”agora”. E assim foi…

E, porque eu contei toda essa história que não interessa a ninguém?

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Mango Sorbet / sorbet de Manga ( adaptadinho do livro The Perfect Scoop)

2 mangas grandes maduras (aprox. 1 quilo)
2/3 xíc. (130 gr) de açúcar
2/3 xíc. ( 160 ml) de água
4 col. (chá) de suco de laranja lima espremida na hora, e mais um pouco de acordo com o seu gosto
1 col. (sopa) de rum escuro, e mais um pouco de acordo com o seu gosto

Descasque a manga e remova o caroço, corte em pedaços. Coloque todos os ingredientes no liqüidificador e bata até ficar bem liso e homogêneo. Prove, adicione mais suco de laranja e rum se desejar. Despeje a mistura na máquina de sorvete e proceda de acordo com instruções do fabricante.

chuvosa

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Às vezes me sinto chuvosa

Minha ciabatta continua fermentando

ciabatta

Menina Olívia você está quase chegando… quase, quase… 34 semanas e meia.

Perdas e ganhos

Revendo os posts do blog fiquei feliz com uma coisa e descontente com outra. As fotos pioraram e as receitas melhoraram. Definifivamente fico mais feliz com comida gostosa do que com fotografia bonita, mas essa preguiça que me faz fotografar com o celular e colocar um filtrinho vagabundis pra dar uma “valorizada” tem o seu preço. Que bom que achei o carregador de bateria da minha câmera e que bom que tenho certeza de que posso fazer pães melhores do que todos esses dos posts anteriores. =)