sal e sol

Categoria: Viagem e Dicas

Enquanto Olívia Dorme

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E finalmente eu percebi que enquanto Olívia dorme eu posso fazer várias coisas.

Madeleines, cookies, barrinhas e sorvetes artesanais home and hand made com amor, em breve!

Instagram:
@enquantooliviadorme

Encomendas:
enquantooliviadorme(arroba)gmail.com

Então, Itália

Minha paixão por Paris e culinária francesa me fizeram pensar por muito tempo que sempre que tivesse tempo, dinheiro e ocasião para atravessar o oceano, iria para a terrinha do crème brulée. O tempo passa, as coisas mudam, a gente casa (casa mesmo!) e pensa onde gostaria de passar a lua de mel. Assim meio que por acaso e por destino fomos parar na Puglia, terra de Giuseppe Gerundino dono da escola de culinária onde me formei em gastronomia há alguns meses atrás.

Estávamos sem muita certeza de onde iríamos para aquela de deve ser a mais memorável das nossas viagens como um casal. Foram tantos destinos pesquisados e descartados que nem acreditei quando chegamos a um acordo com a palavra Puglia escrita no Google Images! Esse sempre foi meu método para descobrir como são as coisas “de verdade”, experimente colocar Maldivas no Google, depois São Paulo, depois Tóquio. Fizemos isso com a Puglia e a pesquisa de imagens que nos veio era bem animadora: Mapas,  mar azul turquesa, cidades históricas, campos de oliveiras centenárias, vinhedos maravilhosos e comida, das boas.

Depois de trocar alguns emails com Giuseppe especialista na terrinha, comprar um guia do Sul da Itália e fazer reserva em dois hoteis com uma parada estratégia em Milão antes de tudo, fomos felizes, casados, ansiosos para a viagem mais linda e mais encantadora que eu (falo por mim!) poderia fazer.

A Puglia é o “saltinho” da “Bota” chamada Itália, terra dos molhos de tomate e tomates mais incríveis, azeite extraordinário, pessoas sorridentes e comilonas, além de muita mussarela de búfala, burrata, pimentões, abobrinhas, vinhos brancos, vinhos tintos, peixes, frutos do mar e uma lista inesgotável de gostosuras que me fazem sonhar que estou comendo por lá uma semana depois de ter retornado a Sampa.

Duas semanas na terra do azeite Italiano foram o suficiente para eu desconfiar que comi pelo menos 1,5kg de azeitonas no período e que poderia comer muito mais se outras deliciosas distrações não aparecessem no prato. Além da perna inteira de presunto cru que agora faz parte da minha constituição abdominal.

Visitamos Locorotondo, Alberobelo, Fasano, Ostuni, Cisternino, Otranto, Sta Maria de Leuca, Polignano al Mare, Gallipoli, Galatina e ainda demos um pulo na Basilicata para conhecer Matera e ficarmos de queixo caído. Mar Adriático de um lado, Ionio do outro, não poderia ter sido mais incrível.

As cidades são lindas, cada uma com o seu jeitinho. A comida sempre boa e simples me acompanhará para a vida toda. Os deliciosos Taralli (biscoitinhos de farinha de trigo, vinho branco e azeite) já entraram na lista das coisas que comerei para sempre e já até os fiz para amigos queridos que passaram aqui em casa para bebericar dos vinhos que trouxemos na mala.

Enfim, Itália!

Chocolates e chocolates

Eu nem sou tão fã assim de chocolate. Acho o cheiro maravilhoso, a textura divina, mas nem sempre o que sobra me satisfaz. Um pouco do sabor na boca, o excesso de doçura ou a falta, a estação do ano, horário do dia e a terrível coincidência da dor de cabeça pós chocolate me afastam um pouco desse alimento tão mágico. Não digo que não gosto, apenas que não morro sem.

Mas tem chocolates e chocolates por aí. Um Valhorna na hora certa é capaz de fazer lagriminhas. Agora estou suspeitando que o Mast Brothers Chocolate é um forte candidato a ganhar meu coração. Um dia quem sabe provo um pedaço, visito a loja e degusto esse que parece ser um chocolate muito sincero.

É que tudo que é feito com carinho, coração e mãos sempre parece tão melhor. ♥♥♥

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ovo

ovo, coisa mais delícia do planeta

A clássica pergunta, quem veio antes o ovo o a galinha, já denuncia antigas inquietações em torno dessa forma arredondada dotada de importância inimaginável para a evolução e povoamento o nosso querido planetinha.

As descrições científicas para ovo incluem palavras como zigoto, célula, óvulo, reprodução e afins, pra mim a palavra ovo remete diretamente àquilo que “vejo” no meu prato ou no meu copo. Foi sobre este último que resolvi escrever essas palavras de carinho.

Tudo começou muito tempo atrás quando mamei apenas 11 dias. Tomada por um instinto de proteção, minha mãe me fez tomar muito leite industrializado (muito mesmo) e com um pouco mais de idade a gemada entrou na minha vida. Gemada é algo que poderia ser repulsivo se não fosse o fato de somar 3 ingredientes que eu simplesmente amo: Ovo, Leite e Açúcar (esse último já nem amo tanto assim e praticamente não consumo, exceto nas Sweet Sextas…)

Entretanto, apesar do meu amor por Ovo, Leite e Açúcar, tomar esse mistura no café da manhã com uma certa frequência é capaz de provocar repulsa em qualquer criança de 12 anos. Assim, o ovo ficou um pouco renegado por uma fase da minha vida. Sendo reintegrado a meu consumo cotidiano só um pouco mais tarde. Gema mole me dava náuseas, clara com casquinha me dá arrepios até hoje e o cheiro da gemada me fazia embrulhar o estômago até pouco tempo.

Com o tempo a repulsa transformou-se em compulsão, sobretudo depois do livro de Michel Roux dedicado inteiramente a esse ingrediente.

Quando na semana passada em uma das comemorações do anivers do noivo fomos ao Maní, a gemada reassumiu um espaço importante na minha vida. Comecei a exploração como sempre: pelo Perfecto. Já havia comentado minha paixão por essa entrada denominada Ovo Perfecto há um tempo atrás. Segue com um atum levemente grelhado com quinua, chutney de amoras e espuma de gengibre e shissô que estava divino (momento adjetivo anos 80) e pra terminar uma escolha ousada que quase deu um nó no cérebro por sua apresentação visual: O Ovo.

O Ovo, nome intrigante para um item no menu de sobremesas, era basicamente uma bola de sorvete de gemada (dá pra acreditar que isso existe? OMG) envolta em uma espuma de coco, com coquinhos crocantes. Em uma apresentação que remetia diretamente a um ovo (gemada no centro com espuminha em formato da letra “O” e coquinhos escondidinhos por baixo), tive que fazer um esforço extra para não desistir na última hora. Graças a uma garrafa de vinho, a inigualável companhia do noivo e a certeza de que tudo o que sai da cozinha do Maní é tipo “Deus no céu e o que vier no prato na Terra”, comi, com vontade, sem pestanejar, e digo mais, acho que superei um a frescura que não poderia me acompanhar para a vida toda.

Gente, é sério, sorvete de gemada do Maní é uma das melhores coisas que comi na vida. Estou repensando seriamente minha relação com a gemada e até considerando uma produção caseira de sorvete, só pra provar que sou capaz de superar fagulhas em uma relação dolorida da infância.

Agora eu me pergunto será que um dia vou conseguir superar o trauma do lambedor de beterraba e do mastruz com leite?

o ovo perfeito, a gastronomia molecular, os melhores do mundo

o ovo perfecto do Maní

No último aniversário do namorido fomos jantar em um restaurante que sempre tivemos fascinação, o Maní. Essa casa, cuja cozinha é regida por Helena Rizzo e seu marido Daniel Redondo, trabalha com produtos orgânicos e fresquíssimos, fazendo com que as refeições sejam sempre muito saborosas, ainda mais quando aliada ao talento desses dois jovens chefs.

Sempre pedimos uma preciosidade intitulada Ovo Perfecto, que mais parece uma pedra preciosa incrustrada em uma suave cama de espuma de pupunha. Cozido a exatos 63º por cerca de duas horas e meia, o ovo se transfigura de elemento básico da culinária em uma iguaria sem igual. Sua gema cremosa e a clara macia fazem dessa entrada um objeto de desejo constante para mim.

Os inventores desse e de muitos outros pratos feitos com precisão físico-química pesquisam dentro de um ramo da gastronomia chamado de gastronomia molecular. Esse termo criado pelo físico Nicholas Kurti e pelo químico francês Hervé This, é aplicado ao movimento científico de estudo da gastronomia.

o livro Modernist Cuisine

do livro Modernist Cuisine

Um famoso entusiasta dessa frente de trabalho é o estreladíssimo chef Ferran Adrià, do lendário e quase extinto restaurante El Bulli (com portas prestes a fechar e se tornar a Fondation El Bulli). Uma enorme contribuição para a gastronomia molecular foi lançada recentemente pelas mãos de Nathan Myhrvold, o livro chamado Modernist Cuisine: The Art and Science of Cooking, de Myhrvold, Chris Young e Maxime Bilet – cientistas, inventores e cozinheiros – é uma “bíblia” com 6 volumes, 2400 paginas, que custa US$ 466 e teve sua primeira edição esgotada no pré-lançamento. Esse é um assunto que está super em voga apesar de já ter pesquisas no campo a décadas.

Agora o Maní entrou para a lista dos 100 melhores restaurantes do mundo pela revista britânica Restaurant Magazine (S.Pellegrino World’s Best Restaurants), com 74º lugar. Para mim o ovo está em primeiríssimo lugar.

Na lista do Top 50 figura o D.O.M, de Alex Atala, em 7º lugar (subindo 11 posições na lista!!!!!) e o Fasano, da tradicional família Fasano, em 59º lugar, no Top 100. Nós estamos muito felizes com os nosso super representantes brasileiros e mais ainda por poder ter comido algumas memoráveis vezes o ovo mais perfeito do mundo. Não é a toa que gema também é sinônimo para pedra preciosa.

Em breve mais sobre Gastronomia Molecular, Herve This, Ferran Adrià, Ovos (muitos deles) e restaurantes!

pelo Rio São Francisco 2


a nascente da nossa viagem.

Gente, sobrevivi! Calor, muito calor… um calor louco. A viagem foi linda, o trabalho vai render bons frutos e as reflexões permanecerão por um bom tempo. Nosso país é diverso, sua extensão permite encontrarmos vários países dentro de um.

Foram 9.374 km de viagem. Passamos por 5 estados cortados pelo Rio e ainda tivemos disposição para um esticadinha até Juazeiro do Norte, só pra ver o Padre Cícero.

Passamos por longos trechos de seca, daquelas de entristecer. A Caatinga é brava e não permite ali viver quem não tiver endurecido pelo tempo.

Projetos sociais como PAC, Bolsa Família, Fome Zero, 1 milhão de Cisternas, Luz pra Todos, além de gigantescos canteiros de obras como os da Transposição das Águas do Rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina ajudam a ter uma idéia do porque o Nordeste não parece mais tão esquecido e, sobretudo, a entender a aprovação com números astronômicos do governo do nosso ex-presidente e a sua sucessora, naquela região.

Em contraponto as cores que encontramos são vibrantes, alegres, animadoras, e estão por todas as cidades.

fotógrafos populares fazem uma festa de cores em Bom Jesus da Lapa

A viagem gastronômica não foi como eu esperava, mas também pudera, tínhamos tantas coisas do projeto documentário pra tratar que não me sobrou tempo para investigações mais profundas sobre este tema. Apenas tempo pra comer!!

Um coisa eu posso dizer sobre isso: comemos bem, porém grande parte da viagem, sem variedade. Definitivamente o cardápio cotidiano nos lugares  por onde passamos era composto basicamente por feijão, arroz e carne (de sol, seca, frita, cozida…). Como nosso trajeto era o Rio, peixes também figuravam no menu apesar de termos viajado durante a Piracema (época de reprodução dos peixes e de pesca proibida). Frutas e legumes são fartos e diversos no Vale do São Francisco, onde projetos de irrigação permitem boas colheitas. Lá visitamos a vinícola Rio Sol e ficamos impressionados com as possibilidades que o Rio oferece.

Em São Francisco conhecemos um fotógrafo que diz que Lampião morreu com 95 anos de idade. Mas isso é conversa para outro post!

a caminho da Grota de Angico, onde Lampião teoricamente morreu (?!)

caatinga fechada para o fim de Lampião e seu bando

a balsa mais segura do planeta Terra. O caminhão em cima de duas canoas!

largada da corrida de barcos a vela em Piaçabuçu-AL. o nosso último dia de trabalho.

Enfim, muitas coisas para lembrar, contar e discutir.

Passei o meu anivers em um lugar lindo. Menino me deu de presente uma estádia na praia dos milagres no Aldeia Beijupirá, pousada do mesmo dono dos restaurantes Beijupirá de Porto de Galinhas e que agora está também em Olinda. Lugar calmo, lindo e romântico. ❤

De lá seguimos para Olinda, minha terrinha, para Menino conhecer a minha família, por lá matamos a saudade, seguimos uma seresta pela ruas iluminadas e policiadas de Olinda (!), vimos a corrida de bonecos gigantes e descansamos um pouco para enfrentar a longa e tão esperada volta pra casa.

É isso, aos poucos vou postando coisinhas por aqui.

bisou, bisou, tetéia.

notícias do Velho Chico

Antes de tudo: mil perdões! Eu sei, esse blog foi abandonado, mas a verdade é que temos trabalhado tanto, tanto, tanto; a internet é tão rara nas pousadas que ficamos; e a cabeça está tão longe do mundo fora dos limites do Rio que nem lembro de tudo o que estou deixando de fazer. O fato é que tenho fotografado bastante as coisas lindas que tenho encontrado pelo caminho.

Ainda não tenho uma fartura de receitas para apresentar, mas posso dizer que a comida do Sertão não deixa a desejar.

Outro ponto alto da viagem para mim, além das pessoas super interessantes que conhecemos, é a curiosidade aflorada para a nossa história. A história do Brasil, do Rio, do Sertão, de Pernambuco. Lampião é um sujeito infinitamente comentado. As chitas aparecem em detalhes decorativos, roupas, cama, mesa e banho. O ladrilho hidráulico está presente em todas as cidades mais charmosas que passamos. Enfim… muita história pra contar por alguns posts!

Nas fotos: Temperos, santinhos, pitombas, sala de milagres de Bom Jesus da Lapa e, o quase esquecido. mosquiteiro.

Ahhhh, o trabalho do marido sobre o Rio São Francisco está ficando lindo!!!

Cidra é coisa séria

Na penúltima vez que estivemos em Paris, o marido me levou a um bistrô chamado l’Ebouillante para comer uma coisinha que chama-se brik e tomar uma cidra. Eu fiz cara de espanto e disse: – Cidra?!

A cidra, o brik, a torta cremosa de chocolate

Pois é, eu nunca tinha bebido cidra (de verdade!) na vida. E essa vez no l’Ebouillante também não foi a primeira vez, pois as cidras artesanais pelas quais o marido estava à caça estavam em falta.

Agora, nessa última passagem pela cidade luz, a correria quase nos impediu de ir comer o tal brik n.11 e tentar mais uma vez experimentar a cidra, se não fosse a insistência do marido em ir lá de mala e cuia (sim, a moça que nos alugou o apartamento não tinha coração e não liberou nem um minuto a mais de estadia para nós, mesmo sabendo que nosso vôo era as 19h e nos colocando pra fora de casa as 11h) no nosso almoço derradeiro anterior a ida ao aeroporto.

Enfim, chegamos ao restaurante, marido prontamente solicitou uma garrafa de Cidra e para o meu espanto era absolutamente diferente daquilo que havia bebido um dia na vida intitulado como cidra.

Fui pesquisar um pouco e saber a origem. Cidra é uma bebida fermentada feita com suco de maças, com gradação alcoólica entre 2% e 8,5%, muito popular nos EUA, Canadá, Reino Unido, França, entre outros países. Algumas delas são produzidas desde 1870, de forma artesanal como a Le Père Jules, que iniciou sua fabricação em 1919, e obteve títulos de apelação de origem controla (A.O.C.), e já está na quarta geração familiar fabricando Cidras.

o fundador da Le Père Jules com seus Filhos

o rótulo da Cidre Le Père Jules Brut

Cidra à parte, o Brik nº11, nosso preferido é uma delícia que também vou tentar fazer em casa, com essa massa super fina e crocante(que ainda não sei ao certo do que é feita), é recheado com ovo, tomate, queijo gruyère, cebola, queijo de cabra, creme frâiche e coentro.

A Cidra que tomamos foi a Le Père Jules, Brut, 5% vol., e custou 6 euros. o Brik, 14 euros e a magnífica fatia de torta de chocolate cremosa, não consigo me recordar!

Quando puder vai lá:

l’Ebouillante

6, rue Barres, Paris

75004

 

 

Les incontournables du chef Clément

Gente, acho que essa é a penúltima dica parisiense dessa temporada, pois estou cozinhando umas coisinhas delícia em casa e preciso compartilhar com vocês. A medida que for lembrando de outras dicas de Paris vou postando, mas não posso deixar o jacaré comendo a Torre pra sempre senão ele vai virar um crocodilo obeso!

Nossa estadia em Paris contou com um inesperado jantar, em um desconhecido (para nós) bistrô: o Chez Clément.

A decoração é um tanto quanto confusa com coisas de marinheiro, coisas típicas de bistrô, coisas modernas…, mas passando na frente do restaurante e vendo pessoas se deliciarem com pratos gigantescos de ostras e outros frutos do mar, não resistimos. Foi assim que tivemos agradáveis surpresas e um jantar delicioso.

Como já havia batido o pé e determinado que não sairia de Paris sem comer ostras, esse foi o momento ideal por se tratar de um bistrô com muita comida do mar.

De entrada: huîtres (ostras deliciosas, enormes, suculentas, que saudade!)


Para o Plat: Œufs BIO au plat, champignons et magret de canard fumé au bois de hêtre – 11, 95€

Les incontournables du chef Clément, era o título dado a essa magnífica porção de ovos com champignons e fatias de canard defumado. Um maravilha que vou tentar refazer incansavelmente, em casa.

As Gourmandises finais:  Brioche Façon Pain Perdu – 8,80 € (para mim) e Gâteau Façon Belle-Hélène 7,70 € (para ele)

Pode ter certeza, esse Gâteau de chocolate é a origem de tudo aquilo que nomeado Gâteau de Chocolate. Já o brioche eu queria poder ter pelo menos 7 desses congelados numa máquina ultramoderna que mantivesse o frescor, o sabor, o prazer!

 

Quando puder vai lá:

Chez Clement

21 bd Beaumarchais

75004 Paris

 

Beaujolais est arrivé com Moulles et Frites para acompanhar

Por muitas vitrines vi essa mensagem, seja nos bistrôs, bares, Nicolas (loja de vinhos), anunciando a chegada da nova safra do Beaujolais.

Como manda a tradição esse vinho tinto feito somente com uvas tipo Gamay, produzidos na região de Beaujolais (França), chega ao mercado sempre na terceira quinta-feira do mês de novembro. O Beaujolais Day, como é conhecido, celebra o lançamento desse vin de primeur, fermentado por apenas algunas semanas que o torna super fresco e leve, ressaltando aromas frutados. Entretanto, é criticado por especialistas por ser demasiadamente simples ou imaturo. Nós achamos uma delícia para o dia-a-dia. E como ele exige tem que ser imediatamente (ou seja nada de guardar na adega por anos), tomamos, várias garrafas!

No nosso almoço com amiga Hillary não pudemos deixar passar nem o Beaujolais, nem os Moulles et Frites.

Saudades desse Beaulolais Day!