sal e sol

Tag: Bocuse em sua cozinha

Sopinha de Abóbora do Mestre Bocuse

Como eu sempre digo, tudo pode, desde que fique bom. Essa receita pedia croutons e crème fraîche e eu simplesmente ignorei! Até porque tô light agora, benhê! Enfim, bem vindo inverno, sopinha do Bocuse (mestre da nouvelle cuisine) e tchaus porque o frio nas mãos dessa moça de Recife tá tanto que não estou conseguindo nem escrever… Uhhh

Sopa de Abóbora, de Paul Bocuse

Sopa de Abóbora (do livro Bocuse em sua Cozinha)

(para 4 pessoas)

  • 500 g de abóbora (tipo jerimum)
  • 300 g de batata
  • 2 alhos-porós
  • 100 ml de crème fraîche (creme de leite fresco, levemente acido*) – Se não encontrar ou não quiser fazer, não tem problema, use bolinhas de queijo de cabra ou uma colher de chá de creme de leite para decorar. O crème fraîche complementa a receita, mas a sopa sem ele já é uma delícia!
  • 12 croûtons na manteiga
  • 60 g de manteiga
  • noz-moscada
  • sal e pimenta-do-reino

Descasque, lave e corte a abóbora em pedaços de 2 cm. Faça o mesmo com as batatas. Limpe o alho-poró e corte-o em rodelas.

Coloque a abóbora e a batata em água fria e leve para cozinhar. Em um frigideira refogue o alho-poró na manteiga e junte-o à abóbora e à batata. Deixe ferver em fogo médio por cerca de 20 minutos, sem cobrir.

Terminado o cozimento bata tudo no liquidificador até obter um creme. Lembre-se que quanto mais você bater mais lisinha ficará a sua sopa. Acerte sal e pimenta-do-reino. Deixe cozinha em fogo brando por mais 5 a 7 minutos. Aqueça a sua sopeira. Acrescente o crème fraîche à sopa e rale um pouco de noz moscada sobre ela. Sirva com os croûtons!

*crème fraîche /creme de leite fresco levemente ácido: Não é facilmente encontrado nos mercados brasileiros. É um creme de leite fresco super claro, com alto teor de gordura, levemente ácido (não tão ácido quanto o creme azedo). Mas misturando uma porção de creme de leite fresco, como equivalente a cerca de metade dessa porção de iogurte, depois aquecendo, deixando-o depois disso em temperatura ambiente por algumas horas e, por fim, batendo e guardando-o na geladeira, você chegará bem perto de um fraîche!

Leituras de verão

Imbuída por uma emoção incrível de estar praticamente de férias, estou recomeçando a leitura de muitos livros que foram abandonados nos últimos dois meses, sobretudo. Lendo, agora, todos ao mesmo tempo, porque sempre fui assim de ler um monte de coisas simultaneamente, vou me jogar nessas histórias e no clima do verão. Nada como uma cadeira ao Sol, um livro gostoso e um drink colorido!

Bocuse em sua cozinha

Paul Bocuse (Ediouro, 2009)

Paul Bocuse  um mestre francês destina esse livro aos iniciantes como eu! Bocuse é nada mais, nada menos do que um grande chef renomadíssimo dono de um restaurante detentor de 3 estrelas do Guia Michelin.

Nesse livro, as receitas são mais fáceis e simples, leves, convidativas do que a super-mega-alta-blaster-gastronomia francesa ultra complicadérrima. Mas são clássicos!

A Essência do Estilo

Joan DeJean (Editora Civilização Brasileira, 2010)

Esse livro conta como os padrões de sofisticação, estilo e glamour, que conhecemos hoje se estabeleceram. O país: França. O culpado: O rei Sol, Luís XIV. A época: seu reinado, 1643 a 1715. Aqui entendemos como o bom gosto, e o famoso estilo francês evoluíram para o que conhecemos de sofisticação hoje. Ele tem como subtítulo: “Como os franceses inventaram a alta-costura, a gastronomia, os cafés chiques, o estilo, a sofisticação e o glamour”. É bem isso.

A Viúva Clicquot

Tilar J. Mazzeo (Ed. Rocco, 2009)

Muito bem definido em seu subtítulo A Viúva Clicquot conta a história de um império do Champanhe e da mulher que o construiu. Barbe-Nicole Ponsardin, tem sua história contada desde solteira até seu casamento com François Clicquot  com quem começou sua vida empreendedora no ramos de vinhos e champagnes. Desvendando paralelamente sua vida pessoal e o contexto histórico em que vivia, seu tino para os negócios, a morte do marido, a Revolução Francesa, a guerra contra Inglaterra e Rússia, o sofrido declínio de produção e seu auge são narrados permeados por informações técnicas sobre uvas, regiões e características de uma das bebidas mais adoradas do mundo, é uma leitura gostosa e, diria, obrigatória para quem ama as bolhas preciosas de uma taça de Champanhe!

As Mulheres Francesas não engordam

Mireille Guiliano (Editora Campus, 2005)

Com um título muito estimulante e, também, intrigante já fazia um tempo que estava refletindo sobre esse mistério: as mulheres francesas não engordam. Quando da minha primeira visita a Paris, percebi as esbeltas francesas andando rapidamente para um lado e para o outro, em túneis do metrô subindo e descendo escadas com toda a sua elegância e pressa habitual de uma cidade em movimento constante.    Nesse livro a autora que é também presidente e CEO da Cliqcuot , Inc. North America conta como foi sua readaptação alimentar após um ganho absurdo de peso devido um intercâmbio que a levou a morar nos EUA por uma ano quando era adolescente. Deprimida e sem entender o que aconteceu para seu peso ter mudado drasticamente ela dá receitas de alimentos que ajudam a entender melhor a comida e dá dicas de um melhor relacionamento com os alimentos.

Divertido e gostoso de ler. Eu recomendo!