sal e sol

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Um bolo e a arte de esperar

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Bom,  39 semanas e 6 dias e nada de Olívia encaixar e falta do que fazer. E não devo fazer muita coisa mesmo, pois mesmo não encaixada eu posso entrar em trabalho de parto a qualquer momento. Então nada de coisas difíceis e que levem muito tempo. Semana passada eu só precisava de coisas que me ocupassem o tempo e a cabeça. Agora nada de combinar uma feijoada para os amigos no fim de semana ou um bouef bourguinone que comece um dia antes, afinal nunca se sabe.  Refeições de 30 minutos, nada de muita louça pra lavar, um pão aqui, outro ali. E nesse dia cinza e chuvoso um bolinho sem frescurites e metodologias rigorosas é o melhor que se pode fazer tomando um chá de hortelã e lendo um livro no calorzinho que forno emana.  Dona Benta e o bolo baiano, bolo da D. Benta e da minha vó, e da minha mãe e de todo mundo, porque afinal a Dona Benta é personagem de ficção e o livro não tem autor para as receitas o que me leva acreditar que esse jeito meio maluco de fazer as coisas só pode ser sabedoria popular. “Asse em forno quente”. Quente quanto? Quanto tempo? Qual o tamanho da forma? ” 1 vidro de leite de coco”. De quantos ml? E assim vai.  Simples assim.  Fazendo igual minha vó fazia e dava certo, deu. E sempre dá. É só estar preparado para acertar fazer uma coisa muito, muito simples que é um bolo. Encaixar já é outra história. E eu? Sigo esperando e tomando chá e lendo Ruth Reichel e esperado o bolo esfriar para desenformar e comer a primeira fatia, ou não.

Bolo Baiano

2 xíc. (Chá) de açucar
2 col. (Sopa) de manteiga
3 gemas
1 xíc. (Chá) de maisena
2 xíc. (Chá) de farinha de trigo
1 vidro de leite de coco
1 col. (Chá) de fermento em pó
1. Bata a manteiga com o açucar, adicione  gemas uma a uma, sempre batendo. Acrescente a maisena e a farinha de trigo e , por último, o leite de coco, batendo muito bem.
Por fim, adicione o fermento em pó quase na hora de ir para o formo.
2. Unte uma forma com manteiga e despeje nela a massa. Em seguida leve para assar em forno quente.
Podje?? Pode e funciona.

 

 

 

 

 

 

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O Pudim que a Dona Benta não fez

Pudim! Pudim! Pudim!

Sério, fiquei tão chocada quando olhei o índice de receitas do livro da Dona Benta e não encontrei o pudim mais famoso do Brasil, que até liguei para a minha mãe lá em Olinda para tentar arranjar alguma explicação.

Como assim não tem Pudim de Leite ou Pudim de Leite Condesado ou Pudim de Leite e Baunilha, no livro mais lendário sobre receitas de pratos brasileiros?

Não me perguntem a resposta porque eu não tenho a mínima ideia. A verdade é que não tem e eu tive que me conformar com isso.

Fui a caça em outros livros e na internet, pois sabia que haveria de encontrar o tão querido doce dos doces que eu infelizmente não curto muito, mas gosto de manjar.

E foi assim entre livros, blogs, vídeo e afins que juntei pedaços para uma receita que me parecesse menos doce e mais cremosa, e principalmente sem furinhos.

Já não gosto de pudim, dos furinhos menos ainda, a associação direta com celulites é inevitável.

Então lá vai a minha receita Frankstein.

Pudim de Leite com Baunilha (com favas, essência, extrato… o que você tiver em casa)!

Ingredientes do Pudim

  • 2 medidas de leite
  • 1 medida de leite condensado
  • 1 Fava de baunilha ou 1 col. (chá) de essência ou 1 col. (chá) de extrato de baunilha
  • 3 ovos

Calda

  • 1 xíc. (chá) de açúcar
  • 1/2 xíc. (chá) de água

1 – Ferve/esquente o leite (cuidado para não deixa-lo subir loucamente) com a as sementinhas da fava de baunilha e as casquinhas da fava. Faça uma infusão como em um chá. Se puder deixe na geladeira de um dia para o outro para pegar bem o sabor. No outro dia ferva novamente. Peneire.

Se fizer com essência ou extrato esquente o leite com a essência/extrato, desligue o fogo misture o leite com o leite condensado e prepare-se para misturá-los aos ovos.

2- Em um bowl coloque os ovos e bata até ficarem homogêneos. Coloque um pouquinho do leite quente nos ovos, mexendo sempre (temperagem) para que não virem ovos cozidos. Use um fouet para isso.

3 -Assim que a temperatura dos ovos estiver alta, ou seja, estiverem mornos, misture-os ao leite com leite condensado no bowl maior. Retire as favas e reserve enquanto você faz a calda.

Caramelo

1- Coloque o açúcar e a água em uma panela e cuide para virar caramelo. Cuidado para não queimar, pois fica um pouco amargo e endurece muito rápido, antes mesmo de você conseguir untar a forma. Quando estiver pronto coloque o fundo da panela em água fria para parar a cocção e fervura do caramelo.

2 – Despeje o caramelo na forma e gire-a bem distribuir nas laterais.

Coloque a mistura de leite, leite condensado e baunilha na forma e leve ao forno.

Eu cozinhei sem pre-aquecer o forno em banho maria a 160C por 01h30. Quanto mais baixa a temperatura do menos furinhos irá fazer.

Quando sair do forno, espere esfriar e guarde na geladeira por pelo menos 6 horas para que endureça. Desenforme com cuidado, passando uma faca de ponta redonda nas laterais da forma e aquecendo o fundo por 20 segundos, aproximadamente, em chama de fogão.

Canjinha de Galinha

Pra você que sente saudade da canjinha da vovó!

Um clássico das vovós, que sem dúvida tem algum segredo não revelado nos livros básicos de culinária. Sério, a canja da minha vó tem pó de pirilipimpim que a minha nunca terá. Fui toda animadinha atrás da vovó mais antiga que eu conheço, a Dona Benta, mas sabe que eu não senti firmeza na receita que estava no livro?!

Pois é eu achei que ia conseguir fazer a canja da minha vó, mas o que restou foi o que eu apelidei de água-de-galinha. =/

Claro que com um pouco mais de empenho tudo ficou melhor. Acrescentei cenoura e batata em cubos, só no finalzinho da cocção para não desmontar todos os legumes, um macarrãozinho que por pouco não foi de letrinhas, pois achei que sumiriam em um mar de frango desfiado, tomate, cebola e os dois legumes ditos cujos acima mencionados. E depois percebi meu grande erro, usei sassame (aquele pedacinho do filé de peito que fica meio soltinho quando você dessossa o frango) ao invés de pedaços mais suculentos e gordinhos como coxa, sobrecoxa, asa e coxinha da asa. Por isso água-de-galinha, mas pelo menos era light, se a gente não considerar macarrão + batata em uma mesma refeição.

A Receita de Canja Simples da D. Benta

  • 1 galinha ou frango -> Usei 500 gr de sassame
  • 2 col. (sopa) de óleo vegetal -> 1 col. (sopa) de azeite
  • 2 cebolas médias fatiadas -> 1 cebola média picada
  • 3 litros de água -> 1,5 lt de água
  • 4 tomates picados -> 1 tomatão picado
  • 1 folha de louro – > 1 né?!
  • 1 ramo de manjerona
  • 4 ramos de salsa -> 2 raminhos
  • 2 cebolinhas-verdes -> 1 cebolinha
  • 1/2 xíc (chá) de arroz – Tcharan: Macarroni!!!
  • Sal
  • e mais 1 batata em cubos e 1 cenoura em cubos!

Preparo

Refogue em azeite a cebola e os pedaços de frango sem deixar a cebola escurecer. Acrescente o tomate e deixe refogar mais um pouco. Cubra com água, acrescente salsinha e cebolinha, a manjerona e a folha de louro. Deixe cozinha até que o frango esteja cozido e macio, aproximadamente uns 40 minutos. Retire o frango do líquido do cozimento e reserve este último. Desfie a carne e volte ao caldo para completar a cocção. Ajuste temperos com sal e pimenta-do-reino. Se preferir usar arroz, coloque-o para cozinhar na canja nesse momento, quando ele estiver quase pronto, acrescente a batata e a cenoura em cubos e deixe ferver até que estejam macios. Se você optar por macarrão observe na embalagem do produto o tempo necessário para ele cozinhar e administre isso com os legumes. Nada muito complexo!

Pronto, a canjinha da vovó rejuvenescida!

Dicas da Dona Benta: Camarões com Catupiry

Meu querido Felipe está resfriado. Ontem quando o encontrei para irmos assistir a última palestra do Ciclo da Pinacoteca, ele já estava praticamente sem voz e com uma cara de pé-na-cova. Não conseguimos almoçar e então quando chegamos em casa,  eu ainda pensava em comida de verdade. Como ele estava assim tão abatido, pensei só uma comida suculenta, quentinha, engordativa, com gosto de comida de casa de vó poderia reanimar.

Lembramos de um pacote de camarão no congelador e ele suspirou a palavra Catupiry. Achei improvável, para não dizer impossível Jamie Oliver nos ajudar. Fui na nossa mini biblioteca gastronômica em busca de uma solução. A bondosa Dona Benta quase pulou em cima de mim…

Não agüentei com o peso dela e tchanrannnnnnn

Camarões ao Forno com Catupiry


Ingredientes

  • ½ kg de camarões médios limpos
  • 4 colheres (sopa) de óleo
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 1 cebola picada finamente
  • 6 tomates sem pele e picados (Eu usei uma lata de 400 gr de tomate italiano sem casca – aquele Raiola)
  • 500 gr de requeijão Catupiry
  • Farinha de trigo [ara empanar (uma quantidade boa)
  • Sal e pimenta-do-reino

Preparo

Tempere os camarões com sal e pimenta-do-reino. Passe-os pela farinha de trigo para empaná-los. Depois retire o excesso . Deixe-os reservados.

Numa panela de fundo largo, aqueça um pouco do óleo com uma colher (sopa) de manteiga

Depois adicione os camarões, dourando-os aos pouco, escorra e coloque mais óleo e manteiga na panela a cada adição (MUITO CUIDADO, EU FIZ ISSO E FICOU MUITÍSSIMO OLEOSO, MAS NÃO AO PONTO DE ESTRAGAR TUDO). A farinha dos camarões irá se depositar no fundo da panela, essa farinha irá deixar o molho mais espesso depois de pronto.

Após fritar todos os camarões, retire-os da panela e refogue nela cebola, raspando o fundo da panela com uma colher de pau. Acrescente os tomates picados e a salsinha

Coloque um pouco de água e deixe ferver por 20 minutos em fogo baixo, depois adicione os camarões e deixe cozinha por mais 5 minutos, tempere com sal e pimenta-do-reino moída na hora.

Espalhe 1/3 do catupiry no fundo de uma travessa refratária. Despeje sobre o requeijão o molho com os camarões e coloque por cima de tudo o catupiry restante.

Leve ao forno quente até que ferva e fique dourado. Sirva quente. A Dona Benta sugere arroz branco, eu servi com uma farofinha de ovo com bacon.

Delícia… o meu pequeno enfermo ficou muito feliz!