sal e sol

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Pão de Leite

Pão de Leite

Estava com vontade de fazer pão em casa há um tempo. Faltou tempo, coragem, disposição. Fiquei encantada com uma receita do livro The Marathon Chef, mas não senti muita firmeza na minha tradução, principalmente no que diz respeito a farinha, por isso preferi não arriscar já que um amigo querido estava indo jantar com a gente. Naquele calorão de ontem passar qualquer minuto que seja ao lado de um forno ligado, para não ter sucesso garantido no final da operação, não estava nos meus planos.

Recorri ao velho e bom Google. Aquele velhinho bondoso que tem todas as respostas. E, pumba!

Pão de Leite (sem foco) saindo do forno

Cai em um site com uma receita que se dizia facílima. Aos trancos e barrancos, quase derretendo como uma barra de manteiga no Galo da Madrugada, fiz tudo o que a receita indicava, deixei os bonitinhos descansando (enquanto eu fazia o mesmo) e só coloquei para assar quando já estava com uma, inusitada, Sopa Fria de Pepino – receita do Gordon Ramsay, em seu Cozinhando para os Amigos – pronta.

Sopinha fria de pepino

Para acompanhar fiz uma salada caprese não fotografada, mas que é tão fácil de explicar que dá até pra imaginar: 01 rodela de tomate -> sobre ela uma rodela de mussarela de búfala (da mesma espessura) -> sobre ela 1/2 colher de chá de pesto (aquele mesmo que fiz e congelei na semana passada) -> por cima de tudo uma pitadinha de sal grosso. Pra ficar melhor ainda e mais refrescante, pingue umas gotinhas de limão sciliano e raspinhas da casca do mesmo por cima de tudo!

A receita do pão de leite facílimo encontrei aqui! Vale a pena tentar fazer em casa, pois ficou uma delícia!

Correr e Comer

Os livros de Anthony Bourdain e Haruki Murakami

Depois de ler as escancaradas portas do Cozinha Confidencial, de Anthony Bourdain, engatei quase que automaticamente o livro Do que eu falo quando falo de corrida, de Haruki Murakami. O que os dois tem em comum além do fato de serem grandes romancistas, viajarem bastante e escreverem sobre isso, é que eles têm determinação, perseverança e concentração extrema para aquilo que estão fazendo. O que impulsionou Bourdain para as panelas foi um motivo bem distinto, porém tão casual, quanto o que levou Murakami às corridas de grande distância.

O primeiro chocado com o sabor das primeiras ostras de sua vida, de ter sido excluído em um almoço em um grande restaurante quando ainda era garoto e dotado de habilidade nata (ou o mais puro e delicioso talento) para o metier, virou chef. Já o segundo decidiu aos 29 anos largar o bar de jazz que administrava para tornar-se escritor. Com 33 percebendo que o ofício de romancista exigia horas e horas e horas sentando em uma cadeira escrevendo decidiu começar a correr.

Dos dois livros tiro importantes conselhos na cozinha e na corrida. A primeira já é um grande caso de amor a segunda ainda uma paquera tímida e discreta, mas ambas assustadoras para mim. O relato de Anthony faz tudo parecer muito mais terrível do que eu imagino que realmente deva ser dentro de uma cozinha. Apesar do humor, das grandes histórias inesquecíveis e dos momentos de calmaria que ele destila ao longo do livro, ainda paira no ar um tom de isso é para “homem”, “você tem que ser bem macho pra aguentar isso aqui” (homem e macho obviamente incluem mulheres bem bravas). Murakami vem com a calma, a organização e o método, provando que qualquer um é capaz de correr 10, 15, 20 ou 42,195km (uma maratona), contanto que se tenha em mente bem claro os seus objetivos. E vai além quando relata sua experiência na ultramaratona e nos triatlos. Vale considerar que hoje ele já é um senhor de idade em plena atividade física.

Ontem, sem intenção de encontrar essas imagens, em uma pesquisa no Google encontrei duas fotos que me deixaram bem contente: Gordon Ramsay e Michel Roux Jr, correndo (em situações diferentes, claro). Correndo, correndo mesmo. Correndo maratonas. Qual o primeiro pensamento que me vem a cabeça? Síntese. Chef e maratonista. Alimentou ainda mais a minha idéia de que eu também posso, apesar do peso que Boudain dá ao ofício, e da imensa força de vontade necessária para pular da cama diariamente e sair correndo por ai, que Murakami deixa explícita em seu livro.

Michel Roux Jr antes da Maratona de Londres e Gordon Ramsay durante a de NY

Seguindo um conselho do romancista corredor, sempre que atingir uma meta na corrida se dê de presente uma recompensa, eu comprei o livro The Marathon Chef, de Michel Roux Jr., com receitas de um chef para corredores. Mas só abrirei ele quando minha segunda meta for atingida. 40 min.

Cozinho porque amo. Corro porque quero. Pelo menos é assim que as coisas estão agora.

Aspargos, Ramsay e Inverno de novo

Velouté de Aspargo

Inverno que não acaba mais!

O que significa isso gente? Dia 02/12 e ainda estamos com esse clima de inverno. Ninguém merece. Eu juro que estou tentando sobreviver sem pensar em retorno a terra natal por excesso de mau humor e pé gelado.

Sozinha aqui com o Nico, também mau humorado, só me restou fazer o Velouté de Aspargos, do Gordon Ramsay, pra aquecer.

Vale dizer que o livro é lindo, as fotos maravilhosas e as receitas super atraentes.

Velouté de Aspargos (do livro Cozinhando para Amigos, de Gordon Ramsay)

(para 4 pessoas como entrada)

  • 2 maços grandes de aspargo (cerca de 800 gr)
  • 1 1/2 colher (sopa) de óleo de oliva
  • 30 gr de manteiga
  • 1 cebola média picada
  • 1 talo de salsão (aipo) picado
  • folhas de um ramo de tomilho
  • cerca de 700 ml de caldo quente de galinha ou vegetais
  • suco de limão (opcional)
  • 150 ml de creme de leite espesso (com alto teor de gordura)

Escolha 12 bonitos talos de aspargo. Corte as pontas e deixe-as de lado – elas serão usadas como guarnição. Pique grosseiramente o restante dos talos e reserve.

Aqueça o azeite e metade da manteiga em uma panela grande. Acrescente a cebola e o salsão. Tempere. Cozinhe de 4 a 6 minutos, mexendo frequentemente, até os vegeteaus começarem a ficar macios. Junte o aspargo picado e o tomilho. Refogue em fogo alto por mais 3-4 minutos, até que o aspargo fique macio, mais ainda mantenha um tom verde vivo. Adicione caldo em quantidade suficiente para cobrir os vegetais e cozinhe durante 2 minutos. Tire a panela do fogo.

Divida a sopa em duas partes, enquanto ainda está quente, coloque metade dos vegetais em um liquidificador ou processador de aimentos, usando uma escumadeira, acrescente 1 ou 2 conchas de caldo quente. Bata bem para misturar os ingredientes formando um purê. Passe o purê por uma peneira fina, utilizando para isso as costas da concha. Descarte a polpa e repita o processo com os vegetais restantes. Junte, gradualmente, mais caldo quente ao purê, até obter uma consistência cremosa. Experimete e ajuste o tempero, adicionando um pouco de suco de limão se desejar.

Antes de servir, adicione o creme de leite e aqueça a sopa em fogo baixo até começar a ferver. Enquanto isso, refogue as pontas de aspargo com a manteiga restante em uma frigideira quente. Tempere. Ponha um pouco de água, tampe a frigideira e deixeas pontas de aspargo cozinharem por 2-3 minutos. Coloque a sopa em tigelas aquecidas. Guarneça com as pontas de aspargo. Regue com um fio de azeite e sirva!

Eu fiz um ovo meio poché (deu pra ver né?) =/

O livro Cozinhando para os Amigos, de Gordon Ramsay é esse aqui ó!

Sopa Cremosa de Azedinha

Carne, carne, carne… ufff… Uma sopinha pra acalmar os animos e a digestão!

A sopa de azedinha de Gordon Ramsay

Passei um tempão pensando no que fazer com a azedinha que ganho de presente frequentemente da Luiza, mãe do noivo. Quando comprei o livro Gordon Ramsay – Cozinhando para os amigos, achei essa receita deliciosa e super fácil de fazer. Boa quentinha em um dia frio ou como entradinha fria em um dia que precise de refrescância!

Sopa Cremosa de Azedinha (4 pessoas)

  • 2 maços grandes de Azedinha (150-175 gr lavada)
  • 3 col. (sopa) de azeite de oliva
  • 1 cebola grande picada
  • 1 batata grande, cerca de 300gr em fatias finas
  • 800 ml de caldo de legumes ou galinha (quente)
  • 150 ml de creme de leite azedo [ se não tiver adicione um pouco de suco de limão ao creme de leite e deixe em lugar aquecido por algum tempo ]

Preparo

Pique grosseiramente a azedinha e reserve. Aqueça o azeite em um panela e coloque nela a cebola picada, a bata e um pouco de tempero. Refogue bem!

Tampe a panela e deixe a mistura cozinhar por uns minutos ou até a batata ficar macia. Despeje o caldo quente e deixe ferver por alguns minutos. Junte a azedinha e retire a panela do fogo assim que as folhas murchares. Bata a sopa em um liquidificador até obter uma textura bem lisa. Misture metade do creme de leite azedo e se necessário reaqueça a sopa. Sirva em tigelas com uma colher do creme azedo em cada como guarnição.

Eu ainda salteei na manteiga uns cogumelos shimeji e acrescentei ao prato!

Do livro: Gordon Ramsay – Cozinhando para os amigos