sal e sol

Tag: gravidez

Pança News

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30 semanas, tipo 6 meses e meio, tipo estamos quase lá

Confesso que no começo fiquei triste, preocupada e ainda estou. Afinal o exame que diz que estou com diabetes gestacional foi na trave e entrou no gol. Por muito pouco eu poderia ter passado sem essa na gravidez. Como foi por tão pouco semana que vem vou fazer mais dois exames de glicemia para ver como andam as coisas.

Juro que não dá pra acreditar…

Depois que a ficha caiu eu pensei: “putz, não é tão difícil assim!” Mas é.

É porque você fica paranóica com cada coisa que coloca na boca. Parece que tudo se transforma em “açúcar”. Mesmo não sendo uma grande fã de doces, de não açucarar meus sucos, não comer horrores de pães e pizzas e afins, o mínimo que seja vai para a corrente sanguinea e vira açucar.

E aí você também percebe que não adiciona açucar às coisas, mas as coisas já estão cheias dele por si só.

Pães brancos quentinhos, com manteiga e geléia, bolinhos de banana, cappucinos esporádicos foram cortados da minha vida até a O. nascer. Agora é assim: tudo o que existir integral pois ajuda a evitar picos de glicemia, menos massa, mais salada, mais grãos…

E olha que ela nem me pediu para seguir uma dieta, mas e o peso na consciência que vem logo depois que você come algo “suspeito”!

Desanima. Desanima ir pra cozinha sem o Felipe em casa para almoçar comigo. Desanima pensar que poderia fazer geléia com umas ameixas que estão na geladeira, mas que não vou poder comer, desanima pensar no que pode acontecer se esse exame da semana que vem não sair exatamente como eu planejei.

Nem só de alegria vive a grávida, gente. Tem dias que a gente não quer se olhar no espelho. Parece que você se transforma em uma polpetta da noite para o dia, mesmo com o marido dizendo que você está “mara”. Pelo amor, como posso estar “mara” com essa dor no ciático, com as varizes querendo dominar o mundo e deixando minhas pernas novinhas em folha, roxas e vestindo essas meias elásticas super sexy a lá “a pele que habito”?

Peloamor. Mas quando você está lá na aula de pilates concentrando no períneo, lutando para contrair o músculo certo que você não tem muita certeza sobre sua localização e leva um chutinho gostoso do tipo ‘acordei’, seu humor volta a ser como era antes, a meia elástica parece não apertar, nem esquentar tanto assim, o ciático começa a melhorar, as varizes… infelizmente essas não dão trégua, mas você tem certeza de que é uma polpetta recheada. Pelo menos isso!

O que importa é que a ciabatta que está aqui no forno nasça saudável, linda e morena, porque loira não tem muita chance não. E não tem esforço no mundo que seja demais. Qualquer coisa é mamão com açúcar quando o coração de mãe é ligado de uma vez por todas. Ops, mamão sem açucar, até porque não carece não.

E com esse friozinho de começo de outono eu só penso em croissant com geléia…

Valha-me deus…

Tempo bom

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Faz tempo que não escrevo por aqui e tenho, de certa forma, motivos para isso. Há 5 meses casei, viajei, engravidei, enjoei e reformei. Por isso, as panelas e labaredas do meu fogão estão distantes, mas não esquecidas. Os últimos meses foram, de fato, uma loucura. Até a 14a semana de gravidez eu era enjoo puro, o que significa não ter a mínima condição psicológica de cozinhar nem mesmo um misto quente.

Depois as coisas foram melhorando, mas a birra com alguns alimentos permanece e só de pensar em burrata ou caponata meu estômago ainda revira. Outras coisas que não conseguia pensar como fazer pão, por exemplo, já começam a dar saudade. O cheirinho de bolo no forno, biscoito assando, uma torta de carne ou até um ovinho mexido são e serão uma alegria de cozinhar quando voltarmos para casa. Pois é, estamos temporariamente instalados na casa dos pais do marido, mas agora falta pouquinho para a gente voltar. O que aconteceu é que além de grávida estava com um vazamento na cabeça do vizinho, logo a reforma tinha que ser feita agora ou agora. Não tínhamos mais como adiar. E desceram a marreta lá em casa e nós nos mudamos de mala, cachorro e sem cúia para a casa dos sogros. Por aqui está tudo bem, só a saudade de casa e da cozinha que é grande demais.

Da gestação posso afirmar que depois que os enjôos passam e a disposição para viver volta você se torna uma grávida feliz. Eu pelo menos sou. Pensando nas coisas que tenho que fazer agora, nas que terei que fazer depois e nas muitas que terei que esperar para fazer de novo, mas nada disso me desanima ou apavora. Na verdade acho que nem terei tempo para pensar nas coisas que não estou conseguindo fazer, a não ser que isso signifique roupas de bebê acumulando, ausência de almoço ou jantar na mesa e pelo menos dois banhos diários. O resto faz parte e passa e depois todas sentem saudade, o que me faz pensar que não pode ser tão “trágico” como essas mães competitivas e “sofredoras” dizem por ai.

Enquanto isso me divirto com chutes e socos diários estimulados por comida ou quem sabe uma polka da família Strauss. Vai entender, né?! Passar um hidratante na “pança” e ver ela mexer como um pão fermentando é uma coisa realmente fascinante. Minha ciabatta já tinha mais de 500 gr no último ultrassom de 23 semanas e estava animadíssima com o dedão do pé enfiado no olho. Olívia querida o que o destino te reserva com essa elasticidade? Definitivamente isso ela não puxou de mim, agora com a barriga crescendo o chão parece cada vez mais longe. Alongar é apenas um jeito carinhoso de chamar algo que não conseguirei fazer no próximo mês. E olha que minha barriga nem cresceu tanto assim, por isso eu a nomeio barriga tímida!

Voltando ao assunto das panelas, prometo, de verdade, que quando voltar para casa esse blog terá posts novamente: sweet sexta, padaria, coisas da singer e das agulhas e muito mais até que Olívia nasça e me tire de circulação mais uma vez.

Prometo!