sal e sol

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Sweet Sexta: Tarte Tatin de Banana e tudo de cabeça pra baixo

tarte de banana

Pequena eu pensava: se a gente está de cabeça para cima, os japoneses estão de cabeça pra baixo?

Hoje eu entendo que além dos japoneses muitas coisas ficam de cabeça pra baixo e a gente nem se dá conta. Desde que fiquei grávida eu me sinto um pouco assim. Além de excessivamente atrapalhada, fico pensando no que vai acontecer daqui umas semanas ou um minuto, já que com 37 semanas Olívia pode chegar a qualquer momento.

A gente fica mais mexido mesmo, não tem jeito. Por mais durona que você tente ser tem hormônio demais circulando pela corpo, te transformando em alguém que você nunca mais vai deixar de ser, tipo mãe. Eu confesso que ainda não me sinto mãe, mesmo com a barriga, o ultrassom, o quarto montado, as roupas lavadas e passadas, a mala da maternidade pronta e o freezer cheio de comida. Ser mãe é outra história. Só quando nascer a gente descobre. Tipo loteria mesmo. Eu, como qualquer outra mulher grávida no mundo (pelo menos é o que eu imagino), quero ser uma boa mãe, mas o que é esse ser “boa”? Na minha condição de filha minha mãe foi uma boa mãe. Na minha condição de futura mãe sempre acho que podemos melhorar aqui e ali, e digo isso por mim, não pela minha mãe. A gente tenta ser mais compreensível, tenta cuidar mais da própria vida, do próprio umbigo, mas tenta ser menos egoísta, mais cuidadoso e carinhoso, tenta ajudar mais e ter mais paciência. Entre outras mil coisas que a gente nem se dá conta que está fazendo.

De umas semanas pra cá descobri que a Olívia já está de cabeça pra baixo. Semanas de cabeça pra baixo, esperando a hora de nascer. Quanta paciência, né?! Eu fiquei preocupada, perguntei a médica se tanto tempo nessa posição não faria mal, ela disse que ninguém nunca ficou traumatizado por ficar de cabeça pra baixo na barriga da mãe e Olívia não seria a primeira. Bebês não estão nem aí se estão assim ou assado dentro do líquido amniótico e útero quentinho da mãe. Mas eu estou aqui de cabeça pra cima e besta com a sensação de que tudo está de cabeça para baixo ou ficará em alguns dias, semanas ou minutos, afinal nunca se sabe quando ela vai resolver, de fato, chegar. No fim as coisas se acertam e como o marido diz em alguns dias com a Olívia em casa vai parecer que ela sempre esteve conosco, sem dramas, sem medos, sem grandes revoluções, às vezes de ponta cabeça às vezes de cabeça pra cima.

E nessa gangorra de emoções e com a sensação de que o tempo está se “esgotando” eu fiquei mais corajosa e nem eu acredito nas coisas que ando fazendo. Mesmo com o marido dizendo que vou conseguir cozinhar, no fundo eu tenho a sensação de que é agora ou nunca, de que preciso aprender a fazer algumas coisas hoje pois depois não terei tempo, e sei que é pura bobagem, mas mesmo assim faço e ocupo a cabeça e canso a coluna com horas a fio na cozinha, fazendo pães, doces, limpando, guardando, lendo, estudando.

Minha primeira torta invertida foi assim. Minha Tarte de Banana. Uma versão da Tarte Tatin. Uma torta de cabeça pra baixo, mas que nunca poderá ser de cabeça pra cima, se não não é o que é.

Uma forma com bordas arrendodadas ajudaria? Ajudaria. Banana um pouco mais maduras ajudariam? Ajudariam. Um forno que mantem a temperatura que as receitas indicam e você necessita ajudaria? Opa, se ajudaria. Mas deixa de desculpa esfarrapada e faz. Se der errado deu. Não foi assim com as duas irmãs que acidentalmente inventaram a receita? Se desse certo sempre não teríamos tarte tatin. Se ficar bom, melhor. Isso é o que chamo de coragem na cozinha. O que é melhor tem um saco de 500 gr de farinha de trigo bem protegida ou uma ciabatta quentinha saindo do forno? Eu fico com a segunda opção, mesmo que demore 3, 4, 5 pacotes de farinha para ela chegar.

Ciabatta você não escapa…

Tarte Tatin de Bananas

(Jamie’s Food Revolution)

Para 6 pessoas:

  • 60 gr de manteiga sem sal
  • 150 gr de açúcar refinado
  • 4 bananas grandes
  • 1 laranja
  • Canela em pó para polvilhar

e também…

  • Farinha de trigo para polvilhar
  • 250 gr de massa folhada (que eu recomendo comprar pronta) ou a Patê Sucrée

Opcional: Crème Fraîche

Opcional: Sorvete de baunilha para servir

Caramelizar as bananas: Pré-aqueça o forno a 180ºC. Em uma assadeira funda de aproximadamente 19x 30 cm derreta a manteiga em fogo baixo, eu fiz direto na minha frigideira, mas ela pode ir ao forno, pois o cabo é de aço inox. Quando a manteiga tiver derretido acrescente o açúcar e continue cozinhando por alguns minutos, mexendo de vez em quando, até obter um caramelo dourado. Cuidado para não queimar a sua calda. Enquanto isso descasque e corte as bananas no sentido do comprimento e coloque-as no açúcar caramelizado, com cuidado para não se queimar. Tire do fogo, polvilhe canela e raspas da casca da laranja. Deixe esfriar um pouco antes de esticar a sua massa folhada por cima ou sua pate sucrée. Acomode bem a massa sobre as bananas empurrando um pouco entre os espaços (coisa que eu não fiz, então as bananas ficaram um pouco soltas). Faça alguns furos com um garfo para permitir a saída de vapor e ponha a assadeira na prateleira de cima do forno pré-aquecido por 25-30 minutos, ou até dourar.

Para desenformar seja cuidadoso, pois a tarte deverá estar quente. Não precisar estar borbulhando, mas ainda deverá estar quente pois o caramelo endurece ao esfriar. Vire-a de uma só vez em uma travessa ou prato e sirva morna com uma bola de sorvete por cima ou o creme fraîche.

Patê Sucrée (Massa para tortas doces) – rende 400 gr

(Le Cordon Bleu – Todas as Técnicas Culinárias)

  • 200 gr de farinha de trigo peneirada (peneirar deixa a massa mais oxigenada e por isso mais leve e crocante)
  • 1 col (chá) de sal
  • 100 gr de manteiga sem sal gelada, em cubos
  • 1 ovo ligeiramente batido com um garfo
  • 2 col. (chá) de água
  • 1 col. (sopa) de açúcar refinado

Misture a farinha, o sal e o açúcar. Junte a manteiga esfregando com os dedos. Ficará com aspecto de farofa úmida. Bem arenoso. Junte o ovo e a água o suficiente para dar liga. Deixe homogênea, mas não precisa sovar. Enrole em plástico filme e leve à geladeira por 30 minutos, pelo menos, isso evitará que ela encolha ao cozinhar e mantenha a manteiga firme.

Para abrir a massa, coloque-a sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada e com a ajuda de um rolo abra-a 4 ou 5 cm de diâmetro a mais do que a sua torta/assadeira/frigideira.

Obs. 1: Massa Esfarelada: A Patê Sucrée e a Patê Brisée são as massas para uso em tortas, quiches, empadões. Ambas tem a mesma base e preparo, a única diferença entre elas é que a Patê Sucrée leva açúcar e se presta a preparações mais doces.

Obs. 2: Você pode congelar a massa esfarelada, enrolada em filme plástico. Outra opção é prepará-la com antecedência e deixá-la embrulhada na geladeira. Se estiver muito firme retire da geladeira 20 minutos antes de usar, para facilitar a abertura com o rolo.

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Pizza (meio Jamie Oliver, meio mussarela)

Uma receitinha testada e aprovada pela família! Pelo menos na primeira vez funcionou…  =)

Do livro Jamie na Itália, mas com algumas adaptações de quantidades feitas por mim!

Massa de Pizza

ingredientes

  • 5 gr de fermento biológico
  • 150 ml de água morna
  • 1 xíc. (chá) de farinha de trigo (pra começar)
  • 1 col. (chá) de sal
  • 1 col. (chá) de açúcar
  • 1 col. (sopa) de azeite

Preparo

Misture à água morna, o fermento, o azeite e o açúcar. Deixe descansar por uns 8 minutos.

Enquanto isso, em uma superfície lisa, faça uma morrinho com a farinha de trigo com um furo no meio. Jogue a mistura da água morna dentro e vá incorporando até desgrudar da mão. Provavelmente irá precisar polvilhar mais farinha de trigo, mas cuidado para não colocar demais e deixar a massa pesada.

Feito isso coloque a massa em um recipiente e cubra com um pano úmido. Deixe-a descansar por 1 hora ou até dobrar de volume (se deus quiser isso irá acontecer!)

Perto da hora de servir, pre-aqueça o forno na temperatura para pizza. Abra a massa com um rolo de massa em uma superfície levemente polvilhada com farinha de trigo. Depois de aberta coloque a massa em uma assadeira levemente untada com azeite. Leve ao forno pra o pre-cozimento, por uns 10 minutos, apenas para que o recheio quando colocado não deixe a massa muito molhada.

Retire do forno, recheie a gosto, volte ao forno e cozinhe até chegar no cozimento desejado. Não demora muito!

Aspargos Crocantes, ovos moles e um anjonildo da guarda

Preciso confessar que tem umas vantagens ficar assim impossibilitada de fazer as mil coisas que costumo fazer sempre. O Felipe Anjonildo da Silva Sauro assumiu o controle da cozinha e uma das delícias preparadas por ele, para minha fase de convalescência, foram esses aspargos livremente adaptados de uma receita do Jamie.

Aspargos Crocantes com Ovos Moles

ingredientes

  • Aspargos (uma quantidade boa para o número de pessoas)
  • Presunto de Parma
  • Pimenta-d0-reino moída na hora
  • Azeite

Preparo

Pré-aqueça o forno a 220 graus. Enquanto isso enrole cada aspargos em seu presunto correspondente. Adicione um pouco de pimenta-do-reino moída na hora a gosto. Organize-os em uma travessa, despeje um fio de azeite e leve ao forno por 10 minutos ou até que fiquem dourados (com aquela cor do Verão) e crocantes!

Ovos Moles

ingredientes

  • ovos orgânicos caipiras

Em uma panela com água fervente, adicione um pouco de sal (não irá temperar, apenas ajudar a casca do ovo a não quebrar), os ovos e cozinhe por 5 minutos aproximadamente.

Para servir, distribua os aspargos, coloque os ovos em copos porta-ovos (no nosso caso xícaras), quebre a tampa do ovo e está pronto para comer.

Nós servimos pra nós mesmos ovos e geléia de pimenta para acompanhar os aspargos. Delícia!

Wrap de inverno, a sustentabilidade das almôndegas, alecrim não é sabonete não

Muito animada com várias coisas:

  • Ganhei flores do meu Felipe (chique né?!);
  • As encomendas de cachecol continuam;
  • Várias ideias de coisas lindas que começarei a fazer para a Lua Jacaré em breve;
  • Enfim, livre dos curativos;
  • A chegada de um livro novo pra monografia, “O que é o contemporâneo? e outros ensaios. – Giorgio Agamben“.
  • E uma delícia de receita inventada pelo meu Felipe para o nosso almoço de hoje.

Há umas duas semanas havia feito almôndegas para nosso almoço cotidiano. A receita do Jamie Oliver do livro Revolução na Cozinha, me pareceu rápida e prática, além de muito semelhante a do hamburguer.

Entretanto, quando dei a primeira mordida numas das minhas preciosas bolinhas feitas com amor e carinho, pensei mordi um sabonete. Parecia uma almôndega de incenso indiano. Que desgraça!

A quantidade de alecrim sugerida por Jamie e acatada por mim, fez com que as almôndegas entrassem em crise existêncial. Elas simplesmente não eram almôndegas,  o alecrim dominou o sabor delas de tal forma que perderam sua personalidade única de serem almôndegas, ou seja, com gosto de carne.

Reclamei, deixei no prato, mas congelei doze almôndegas que não havia fritado, pensando que ficariam no congelador pelo resto da minha vida.

Hoje o Felipe começou a pensar sobre o almoço e lembrou delas no congelador, criou uma receita incrível e super prática. Isso é o que eu chamo de sustentabilidade, dar um destino feliz a coisas que se perderiam. O velho lema: Reduzir, reutilizar, reciclar foi colocado em prática e caiu como uma luva!

Um delicioso wrap de inverno, com sabor forte, marcante e harmonioso. Nada fora do lugar! Perfeito!

Wrap de Inverno do Felipe (Pra lembrar de Kebabs ou do Brick n.11 e seu sabor de Feta).

Ingredientes (quantidades? pra quê? Época de copa do mundo, foi no chute!)

  • Almôndegas (frite-as em azeite ou óleo) – A receita está lá embaixo (tentaremos fazer com carne de cordeiro moída ou até carne de cordeiro, misturada a carne de porco moídas)
  • Pão-folha (Rap 10 integral ou pão sírio)
  • Queijo Feta
  • Hortelã
  • Azeite
  • Pepino
  • Pimenta-do-reino moída na hora

Molho de queijo feta

Misture com um garfo o queijo feta cortado em pequenos pedaços, folhas de hortelã picadas, azeite e pimenta-do-reino, até formar uma espécie de patê.

Recheio

Corte os pepinos em talos com casca, sem sementes, do tamanho de um giz (não sei se é a unidade de medida mais apropriada, mas acho que todos já viram um giz e foi a primeira coisa que me veio a cabeça).

Montagem

Sobre a fatia de pão aquecida no forninho elétrico (não deixe ficar crocante, é apenas pra tirar a friaca do inverno que invadiu a dispensa), no nosso caso foi uma folha de Rap 10 pra cada, passe um pouco do molho de queijo feta, distribua uns três pedaços de pepino, coloque as almôndegas (quantas couberem, de acordo com o tamanho do seu pão), enrole.

Finalização

Coma!!!

Receita de Almôndegas do Jamie (Revolução na Cozinha)

*24 bolinhas (4-6 pessoas)

ingredientes

  • 4 galhos de alecrim fresco (O culpado de não ter gosto de almôndega!)
  • 12 cream crackers
  • 2 colheres (chá) cheios de mostarda Dijon
  • 500 gr de carne moída de boi e de porco, ou uma delas, ou até de cordeiro, de boa qualidade
  • 1 colher (sopa) cheia de orégano seco
  • 1 ovo grande (de preferência caipira ou orgânico ou os dois juntos)
  • sal marinh e pimenta-do-reino moída na hora
  • óleo de oliva

preparo

Arranque as folhas de alecrim dos talos e pique-as finamente. Embrulhe os crem crackers em um pano de prato limpo e esmague-os até obter um farelo fino, quebrando os pedaços maiores com as mãos. Coloque os farelos em uma tigela com a mostarda, a carne moída, o alecrim picado e o orégano. Quebre o ovo dentro da tigela e adicione uma boa pitada de sal e pimenta-do-reino. Com as mãos limpas (!), esmague e misture tudo muito bem, Divida a mistura em 4 bolas grandes. Com as mãos úmidas, divida cada bola em 6 porções e enrole-as para formar pequenas bolinhas – você deve ficar com 24 almôndegas. Regue-as com o óleo de oliva e role-as para que fiquem cobertas. Coloque-as em um prato, cubra e deixe na geladeira até a hora de usar.

Para cozinhá-las: Em uma frigideira com dois fios de azeite, deixe-as cozinhar por 8 a 10 minutos, ou até que fiquem douradas (para checar se estão cozidas, abra uma delas – aproveite e faça o que eu chamo de Jacaré! – uma definição gastronômica!). Não deve haver um pedaço rosado!

(!) Dica: Para servir com massa, a partir desse ponto, adicione as almôndegas no molho que irá na massa, um bom molho de tomate fica gostoso

Ao vencedor, as batatas

Essa semana foi corrida porque tive que formatar e apresentar o meu pré projeto para a monografia de conclusão de curso. Então estive em casa, trabalhando nos cachecóis gola ( já estou com três prontos ), lendo e escrevendo sobre fotografia. Eu consegui fazer tudo, não sei como. Ontem foi um longo dia na frente no computador, fazendo um bilhão de slides, mas venci. Mas, é claro que não virei faquir e me diverti um pouco na cozinha. Essa semana ganhamos algumas delicinhas vindas da horta de Araçoiaba. A Luiza (mãe do Felipe) nos deu hortelã, manjericão, alecrim, tomilho, alfaces, rúcula e salsão, BEM orgânicos. Essa horta é linda!!!!

Uma horta cheia de alfaces e o Sr. Salsão

Vos apresento os Srs. Tomilho, Manjericão, Alecrim, Hortelã

Então resolvi fazer valer todos esses aromas em coisinhas quentinhas e gostosas para esses dias meio frios de outono!

Salada de Batatas Quentes com Salsa Verde Meio Picante (do livro Jamie Oliver – O Chef sem Mistérios, com livre adaptação)

Batatas bolinha com salsa verde

* Para 8 pessoas (eu fiz mais ou menos metade, pra nós dois e pra sobrar um pouquinho)

*  Eu usei batatas do tipo bolinha, se usar batatas inglesas grandes, tente manter o mesmo tamanho para que o tempo de cozimento seja igual.

Ingredientes

  • 450 gr de batatas  (descascadas)

Preparo

Cozinhe as batatas em água com sal. Não as abandone cozinhando para que não fiquem duras ou se despedaçando de tanto ferver. O importante é que as batatas estejam perfeitamente cozinhadas, saborosas e com consistência ainda firme. O ponto para isso é que quando furada com uma ponta de uma faca, esta apenas se desprenda da batata. Quando estiverem cozidas, retire do fogo, escorra-as e coloque em uma tigela. Jamie diz que com elas ainda quentes, misture-as na salsa verde da receita ai de baixo. Pois enquanto ainda estão soltando vapor, os aromas penetram na batata.

Salsa Verde (meio picante)

(a receita do Jamie é para 8 pessoas, não sei se é o caso, mas fiz um pouco menos para quatro pessoas, como não tinha alcaparras e filés de anchova, simplesmente não acrescentei, e ficou uma delícia)

Ingredientes

  • 6 filés de anchova
  • 1 punhado pequeno de alcaparras
  • 1 e ½ ou 2 dentes de alho descascado
  • 3 pepininhos em conserva (ele pede o tipo cornichon – que ficam em vinagre doce)
  • 2 punhados de salsa picada
  • 1 ramalhete de manjericão fresco picado
  • 1 punhado de hortelã fresca picada
  • 1 colher (sopa) de mostarda Dijon
  • 2 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco (na receita do Jamie era tinto)
  • 8 colheres (sopa) de azeite de oliva (o melhor que você tiver em casa)
  • sal e pimenta-do-reino moída na hora

Preparo

Pique bem todos os ingredientes e coloque-os numa tigela. Adicione a mostarda e o vinagre. Misture lentamente com óleo de oliva até atingir a consistência desejada e equilibre tudo com o sal e a pimenta.

Cebolas e Batatas assadas no balsâmico (do Jamie em Casa, também com a minha livre adaptação)

Para 6 pessoas

Batatas e cebolas assadas no balsâmico

(Jamie sugeria como acompanhamento porco assado, que não fiz)

  • 1,5 kg  batatas de tamanho médio (como aqui em casa somos dois corto tudo pela metade, para que sobre um pouquinho pra eu almoçar no outro dia)
  • sal marinho e pimenta-do-reino moída na hora
  • óleo de oliva
  • 200 gr de manteiga cortada em cubos
  • folhas de um punhado de alecrim fresco picadas
  • 1 cabeça inteira de alho (isso é pra 6 pessoas, cuidado!)
  • 5 cebolas roxas médias descascadas e cortadas em quatro(como eu não tinha roxa, usei a que estava por aqui)
  • 350 ml de vinagre balsâmico barato

Preparo

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Coloque as batatas numa panela com água salgada fervente e cozinhe por cerca de 8 minutos. Em seguida, escorra e devolva–as a panela.

Pegue uma assadeira, que caiba uma única camada de batatas e cebolas (para que não fiquem amontoadas), aqueça sobre a chama do fogão. Quando estiver quente, despeje um fio de óleo de oliva e adicione a manteiga, o alecrim e o alho. Junte as batatas e misture. Acrescente as cebolas e o vinagre balsâmico e tempere com sal e pimenta. Cozinhe por 5 minutos. Acomode a assadeira na prateleira superior do forno e cozinhe por aproximadamente 50 minutos, ou até que as batatas e cebolas estejam escurecidas, grudentas e crocantes. Na metade do cozimento, retire a assadeira do forno e mexa as cebolas e batatas.

Para não perdermos o contexto do título do post, um trecho de Quincas Borba, do qual saiu a célebre frase

“– Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência de outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.” [Síntese do Humanitismo feita por Quincas a Rubião – em Quincas Borba, de Machado de Assis]

Quanto a guerra, que considero totalmente desnecessária, sugiro a leitura de Diante da Dor dos Outros, de Susan Sontag.

Carbonara de Abobrinha

Demorei, mas não desisti de postar essa receita do livro Jamie em Casa do, mais uma vez, querido Jamie Oliver.

Fizemos em casa num trabalho de dupla, na nossa cozinha esse lindo carbonara de abobrinha. Aproveitamos para beber uma preciosidade que havíamos ganhado de presente do pai do Felipe.

Carbonara de Abobrinha (adaptado para duas pessoas)

ingredientes (para 2 pessoas)

  • Sal marinho e pimenta-do-reino
  • Meia abobrinha grande cortada em rodelas e depois em 4 pedaços
  • Penne (quantidade para 2 pessoas), substitui por fusilli que era o que tínhamos na dispensa
  • 2 gemas de ovos caipiras ou orgânicos
  • 100 ml de creme de leite integral
  • 2 bons punhados de queijo parmesão ralado na hora
  • óleo de oliva
  • bacon ou pancetta fatiado (colque a quantida que achar conveniente), cortado em tiras grossas
  • um punhado pequeno de tomilho fresco
  • opcional (que eu não tinha) flores de abobrinha

preparo

Coloque água para ferver em uma panela grande. Corte as abobrinhas no formato indicado acima. Coloque a massa para cozinhar o tempo sugerido na embalagem.

Molho: coloque as gemas de ovo numa tigela, adicione metade do parmesão, o creme de leite e misture tudo com um garfo. Tempere levemente e reserve.

Aqueça uma frigideira larga (35 cm de diâmetro é bom), adicione uma borrifada de óleo de oliva e frite a pancetta ou o bacon até que fique marrom e crocante. Acrescente as fatias de abobrinha e duas pitadas grandes de pimenta-do-reino, não apenas para temperar, mas para deixar um pouco picante. Acrescente as folhas de tomilho, misture tudo, de modo que as abobrinhas fiquem cobertas com o óleo do bacon, e frite-as até que fiquem ligeiramente douradas e tenham amolecido um pouco.

Muita atenção daqui pra frente. Trabalhe rapidamente. Quando a massa estiver cozida, escorra, reservando um pouco da água do cozimento. Imediatamente, misture a massa na panela com as abobrinhas, o bacon e os temperos, depois retire do fogo, acrescente uma concha da água do cozimento do macarrão e o molho cremoso. Misture rapidamente (não deixe cozinhar senão as gemas virarão ovos mexidos).

Polvilhe parmesão e se necessário um pouco mais de água do cozimento para que o molho fique sedoso e brilhante. Não reserve, pois o molho fica grosso e pesado depois de passado o tempo.

A preciosidade que bebemos foi um:

Phillipe Bouchard 2007 / Chablis / Gran vin de Bourgogne / Côte D’Or France